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'Feira Preta Festival' no Rio

Por Meia Hora

Publicado em 24/05/2026 00:00:00 Atualizado em 24/05/2026 00:00:00
Feira Preta Festival

A Pequena África é uma parte do Rio de Janeiro que transborda cultura negra. Com patrimônio reconhecido pela Unesco, como o Cais do Valongo, até o samba na Pedra do Sal, o território abrange a história e a memória que estruturam a identidade carioca. Entre os dias 29 e 31 de maio, a região recebe a Feira Preta Festival, um dos maiores eventos de cultura e economia criativa da América Latina.

Com o nome Viva Pequena África, a edição carioca acompanha a iniciativa patrocinada pelo BNDES, com apoio financeiro da Open Society Foundations, Ford Foundation, Instituto Ibirapitanga e Fundação Itaú. Na gestão, reúne-se uma coalizão de organizações negras composta pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a Diaspora.Black e a Feira Preta.

Mais do que uma celebração cultural, o festival se consolida como um potente motor da economia criativa. Segundo Adriana Barbosa, idealizadora do evento e CEO do Instituto Feira Preta, a cadeia envolve desde pequenos empreendedores até profissionais de cultura, audiovisual, gastronomia, hotelaria, segurança, transporte e turismo.

"Quando ocupamos um território, ativamos o comércio do entorno. Hotéis, restaurantes e ambulantes recebem um fluxo intenso de pessoas de fora. É um impacto econômico direto e simbólico, porque reposiciona os territórios negros como centros de produção de valor, inovação e futuro, circulando renda na comunidade", destaca Adriana.

A construção do festival acontece em diálogo com o território. Por integrar o consórcio Viva Pequena África, o festival estabelece uma relação com a comunidade à longo prazo. Os moradores participam ativamente da curadoria, mobilização local e indicação de artistas, empreendedores e lideranças. Priorizar fornecedores locais é fundamental para fortalecer as redes já existentes. "Não existe ocupação cultural sem escuta e pertencimento real com quem vive o cotidiano do lugar. Queremos que as pessoas sejam protagonistas da experiência, não apenas público", pontua.

A escolha da Pequena África, marco da diáspora africana, conecta passado, presente e futuro. A narrativa será erguida por meio da música, gastronomia, talks e vivências artísticas entre gerações. Adriana resume o espírito do festival: "A Pequena África não é apenas memória, ela é também futuro. Um território vivo e pulsante, que continua produzindo cultura, economia, pensamento e inovação negra todos os dias".

Para saber mais, siga as redes sociais: @vivapequenaafrica e @feirapretaoficial

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