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Clima de inovação

Aceleradora portuguesa se instalou no Porto Maravilha

Por Bernardo Costa

Área de convivência da Fábrica de Startups tem auditório, sala para cursos e ambiente de convivência
Área de convivência da Fábrica de Startups tem auditório, sala para cursos e ambiente de convivência - Divulgação

No processo de ocupação da área do Porto Maravilha, o Museu do Amanhã e o YouTube Space apontam para o caminho da inovação e do empreendedorismo. Vetores que agora ganham mais força com a instalação da aceleradora de empresas Fábrica de Startups. Ela está situada no prédio Aqwa Corporate, na Via Binário do Porto, e tem a expectativa de desenvolver 130 novas empresas por ano na área de tecnologia.

No momento, a aceleradora está com inscrições abertas para um desafio que vai envolver 60 estudantes americanos e brasileiros. Em grupos, eles terão que apontar soluções para desafios propostos pelas indústrias de petróleo e gás e de telecomunicações. As inscrições para os brasileiros no programa de intercâmbio Rice Ideation, que ocorrerá entre os dias 2 e 8 de maio, se encerraram ontem.

A Fábrica de Startups é portuguesa e decidiu se instalar no Rio devido ao ambiente de inovação na área do Porto Maravilha. Ao justificar a escolha da cidade, Hector Gusmão, presidente-executivo da aceleradora no Brasil, cita o relatório da Endeavor sobre cidades empreendedoras. O levantamento se refere ao segundo semestre de 2017.

"O Rio passou de terceiro para primeiro lugar do Brasil no quesito inovação. Acreditamos que a cidade só conseguirá se desenvolver economicamente por meio do empreendedorismo. E há uma demanda reprimida em relação ao desenvolvimento de novas empresas de tecnologia. Queremos supri-la", diz Gusmão.

R$ 50 milhões por ano

A aceleradora terá contratos anuais com dez grandes empresas, que serão anunciadas no próximo mês. Elas irão propor problemas a serem solucionados pelas startups participantes dos ciclos de desenvolvimento, que terão duração de três a seis meses. As etapas vão desde a validação da ideia inicial até a formatação de um modelo de negócios que seja viável para o mercado. A expectativa é que, por ano, sejam gerados R$ 50 milhões em negócios entre as empresas apoiadoras e os grupos de empreendedores.

"Isso pode ser feito por meio da contratação das startups pelas empresas, por meio de alguma parceria ou investimentos para que o produto se aprimore ainda mais", explica Hector Gusmão.

Galeria de Fotos

Área de convivência da Fábrica de Startups tem auditório, sala para cursos e ambiente de convivência Divulgação
Área de convivência da Fábrica de Startups. Acima, os responsáveis pelo empreendimento Divulgação
Responsáveis pelo empreendimento estimam 130 novas empresas por ano na área de tecnologia Divulgação

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