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Necessidade conectada

Procura por modelo de empréstimo pessoal por aplicativo aumentou em 30% nas classes B e C só no último mês

Por RENAN SCHUINDT

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arte - ARTE O DIA

Investidores e interessados em obter soluções financeiras agora estão conectados por um aplicativo para smartphone em uma modalidade de empréstimo coletivo. A prática, que começou a ser implantada no país no começo deste ano, foi inspirada num modelo europeu. É o 'peer-to-peer Lending' (empréstimo pessoal, na tradução livre do inglês para o português), que está em expansão. Só no último mês, a procura aumentou em 30%, incluindo pessoas das classes B e C, com solicitações de empréstimo de até R$ 10 mil. Hoje, o app conta com usuários em mais de 100 municípios e uma fila com 1,5 mil investidores.

As taxas da fintech chegam a menos da metade das taxas cobradas pelos bancos. Outra vantagem é a facilidade de crédito para pequenas e médias empresas para alavancar projetos, sem as dificuldades dos 'mercados de investimento'. O carioca Charles Marques foi o precursor desse modelo de empréstimo no Brasil. A ideia surgiu quando ele esbarrou em questões burocráticas ao precisar de dinheiro para viabilizar um contrato da sua empresa de eventos. Então, pediu empréstimo aos amigos e garantiu uma correção monetária acima da oferecida pelos bancos.

A solução inspirou a criação do Banklike, app que conecta quem dispõe de recursos a pessoas que precisam de meios para quitar dívidas ou abrir um negócio. "Busquei amigos e ofereci uma remuneração bem acima do que eles iriam receber. Mesmo assim, as taxas que eu pagaria seriam mais baixas do que as do mercado", conta.

Moeda virtual é convertida para o real antes de cair na conta

Assim como ocorre com a Uber e o Airbnb, o Banklike aproxima oferta e demanda. Para utilizá-lo, basta baixar o aplicativo no celular, preencher o cadastro e definir o valor e em quantas vezes quer pagar. A compra das moedas, batizadas de Likes, é feita por cartão de crédito. O valor é convertido em real e creditado na conta-corrente do beneficiário. Quando a situação econômica do usuário melhorar, o mesmo cadastro usado para requerer ajuda pode transformá-lo em um investidor. O Banklike atraiu a secretária Gisele Figueiredo. Sem dinheiro para finalizar a reforma do apartamento, ela recorreu ao app. "Em três dias, o dinheiro estava na minha conta", diz.

Já o bancário Luiz Costa virou investidor. Ele descobriu o Banklike por indicação de amigos e decidiu aplicar R$ 1 mil. "O que mais me atraiu foi poder ajudar diretamente outras pessoas. Além das taxas mais vantajosas", conta.

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Aplicativo criado por carioca conecta investidores e microempresários Reprodução de internet

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