Bailarina do Faustão fala sobre prisão: 'me trataram como um animal'
Natacha Horana nega que tenha cometido agressão e desacato de autoridade e alega abuso de autoridade
Por IG
Publicado em 21/07/2020 18:56:00 Atualizado em 22/07/2020 09:40:20Em entrevista ao colunista Leo Dias, Natacha desmente a versão contada pela guarda municipal. Ela disse que estava em seu quarto dormindo, quando a guarda municipal teria arrombado a porta e entrado em seu apartamento sem um mandado, acompanhados de uma pessoa que não é policial fazendo a filmagem, que segundo a prefeitura da cidade é um funcionário da polícia. A bailarina disse que não haviam 20 pessoas no local, mas apenas umas oito, e que ela foi a única a ser levada para a delegacia, mesmo sem ter feito nada.
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Natacha disse que manteve a calma todo o tempo e só queria entender o que estava acontecendo, mas o guarda teria sido autoritário e agressivo com ela. "Toda hora abusando da autoridade. Nenhum momento ele falou para mim o que estava acontecendo. Já chegaram com um mandado de prisão. Gente, o que eu fiz? Nem um cachorro se trata assim como eles me trataram. Nem um cachorro se joga no camburão sem eu ter feito crime algum. Isso está injusto, é uma injustiça. Por que? Só porque eu estava em um apartamento? Só porque eu sou branca e loira ninguém vai ficar do meu lado?", a dançarina falou.
A funcionária do Domingão do Faustão falou que o delegado também foi ríspido com ela. A bailarina disse que não conseguiu conversar com os guardas, apenas gritaram com ela e a mantiveram algemada em um quartinho. "O delegado me tratou igual a um animal. Me deixou em um lugar escuro, algemada. Falei: ‘Por favor, posso tirar a algema?’. Ele: ‘É, você tá se achando, sua patricinha. Você tá me tirando. Quem você pensa que é?’", relembra.
Natacha disse que não precisou pagar fiança, porque segundo ela não cometeu crime nenhum, e revelou que pretende processar o Governo do Estado de Santa Catarina. "Não houve desacato, não houve agressão. Estou toda roxa. Tenho marcas dele. Meu pescoço está roxo. Ele agiu de má-fé. E se ele tivesse me sufocado e eu estivesse morta? Aí ninguém iria falar nada. Será que alguém iria falar alguma coisa? Por que o policial fez isso? Qual o motivo?", questiona a dançarina, que diz que "o guarda me enforcou. Em nenhum momento eu poderia estar ali naquela situação".