Celebridades e TV
Kelly Key diz que não se arrepende de ensaio na Playboy
Cantora revisitou fotos de 2002 e refletiu sobre como usou a sensualidade para conquistar espaço na carreira, sem abrir mão do controle sobre a própria imagem
Por Karilayn Areias
Publicado em 29/10/2026 20:00:34Kelly Key revisitou o ensaio que fez para a revista Playboy, em 2002, e afirmou que não se arrepende das fotos sensuais. Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, como parte das comemorações de seus 25 anos de carreira, a cantora refletiu sobre a relação com o próprio corpo e o papel da sensualidade em sua trajetória profissional.
“Fotos que eram para Playboy, hoje estariam tranquilamente no perfil de uma pessoa no Instagram”, comentou ao rever as imagens. Durante a gravação, ela também brincou ao comparar o próprio corpo na época com o da influenciadora Virginia Fonseca.
“Olha que bunda linda! Virginia, você não era nada”, disse, aos risos. Em seguida, esclareceu que a comparação era uma brincadeira e elogiou a influenciadora. “Ela é linda pra caramba, acho ela maravilhosa, empoderada, acho que enchem o saco dela”, afirmou.
“Olha que bunda linda! Virginia, você não era nada”, disse, aos risos. Em seguida, esclareceu que a comparação era uma brincadeira e elogiou a influenciadora. “Ela é linda pra caramba, acho ela maravilhosa, empoderada, acho que enchem o saco dela”, afirmou.
Sensualidade como escolha
Ao recordar o ensaio, Kelly destacou que nunca viu problemas em usar a própria aparência e sensualidade a seu favor. A artista também ressaltou que posar para a revista foi uma decisão pessoal, tomada de acordo com o contexto e as possibilidades daquela época.
“Nunca tive problema em usar minha beleza, meu corpo e a minha sensualidade ao meu favor. E olhando para essa mulher de hoje, não sinto vontade nenhuma de pedir desculpas por ou para ela por tudo que tenha feito. Também era uma escolha minha, não fui forçada a fazer nada. Pelo contrário, eram as minhas escolhas para aquela geração e para aquela época”, declarou.
A cantora afirmou ainda que, quando era mais jovem, estava descobrindo como lidar com a própria imagem pública e com a atenção que recebia. Para ela, chamar a atenção do público era apenas o primeiro passo, e o mais importante era saber o que fazer com essa visibilidade.
“Era uma mulher jovem, vivendo em uma época diferente, entendendo a própria imagem e descobrindo o poder que ela tinha, aos poucos, junto com todo mundo me ouvindo e me vendo. Se aquilo fazia um holofote chegar até mim, tudo bem. A minha preocupação sempre foi: agora que o holofote está aqui, o que vou fazer com ele? Porque chamar atenção é uma coisa, ter alguma coisa para dizer quando as pessoas estão prestando atenção em você é outra”, refletiu.
Controle sobre a própria imagem
Ao concluir a reflexão, Kelly reforçou que expor o corpo nunca significou abrir mão da autonomia sobre a própria identidade. A cantora afirmou que não sente necessidade de se desculpar por escolhas feitas no início da carreira.
“Sempre soube que existia uma diferença. Mostrar meu corpo nunca significou entregar para alguém o direito de decidir quem eu era. Esse lugar é só meu”, concluiu.