Revolta pelo cão Orelha
Morte violenta do animal em Santa Catarina causa protestos em todo o Brasil
Por Meia Hora
Publicado em 02/02/2026 00:00:00 Atualizado em 02/02/2026 00:00:00A morte do cão Orelha mobilizou atos pelo Brasil, ontem, com o objetivo de cobrar justiça e a responsabilização dos envolvidos no caso. No Rio de Janeiro, o primeiro protesto também teve início às 10h, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória. Outro ato aconteceu durante a tarde, no Posto 2 de Copacabana, até o final da Praia do Leme.
Os atos reuniram artistas, ativistas e políticos. A atriz Heloisa Perissé esteve presente no ato do Rio e, no dia anterior, fez um apelo.
"Infelizmente, pelo que percebi, isso é só a ponta de um iceberg de coisas tenebrosas que estão acontecendo por aí. Isso também é um pedido de alerta para ver o que estão fazendo com a cabeça dos jovens, com a humanidade", disse a artista.
Em São Paulo, manifestantes se reuniram cerca de 10h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista. A caminhada teve início 30 minutos após a concentração. Alguns manifestantes carregavam cartazes e bandeiras com mensagens de protesto, e outros levaram seus próprios cães ao ato.
A mobilização também pedia pela redução da maioridade penal, que hoje é de 18 anos no Brasil. Os suspeitos pela morte de Orelha são quatro adolescentes.
A ato teve a presença de parlamentares, ativistas e artistas. A primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, participou da manifestação e divulgou imagens nas redes sociais. "Os animais não falam, eu sou a voz deles", diz a biografia dela no Instagram, onde os registros foram compartilhados.
Em Florianópolis, onde Orelha foi morto, o protesto ocorreu no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, no centro da cidade. Vídeos compartilhados por manifestantes nas redes sociais mostram manifestantes reunidos e pedindo, em coro, "justiça por Orelha".