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Sempre pelas beiradas

Em sua luta rumo ao Tri na Rússia, Uruguai tenta surpreender hoje a França

Duas reformulações em estágios distintos se encontram hoje, às 11h (de Brasília), em Nijni Novgorod, pelo sonho de seguir vivo na busca pelo título, na Copa do Mundo da Rússia. De um lado, o Uruguai ainda com remanescentes do quarto lugar na Copa do Mundo de 2010, tendo como símbolo Suárez. Do outro, a jovem equipe da França, com uma das menores médias de idade do torneio (26 anos), e com Mpabbé como a revelação que deu certo.

Apesar de ainda contar com sete jogadores que fizeram parte da campanha há oito anos, o Uruguai trouxe para a Rússia uma nova geração, já pensando no futuro. A ideia do técnico Óscar Tabárez é deixar um legado após quase 13 anos de trabalho.

"Conseguimos recuperar algo que se rompeu em determinado momento do Século 20", explica o professor, confiante em mais um sucesso uruguaio: "Temos consciência do país que somos, da população e da baixa densidade demográfica, mas estamos lutando. Aconteceu na África do Sul (2010) e em 1950 (no Brasil). Uma canção popular uruguaia diz 'nunca favoritos, sempre pelas beiradas'. Vamos tentar."

Na França, a renovação se deu com mais facilidade, tanto que a equipe foi considerada uma das favoritas na Copa e mostrou força após vencer a Argentina. Com Mbappé em alta após dois gols, o técnico Dider Deschamps vê um duelo completamente diferente contra uma equipe com força defensiva, e aposta no amadurecimento de seu jovem grupo. "Temos de ser pacientes. O Uruguai é diferente da Argentina, está muito bem organizado na defesa, leva poucos gols, dá poucas chances", analisou Deschamps.

E apesar de Cavani estar com edema na panturrilha esquerda, o Uruguai pretende fazer mistério até a hora do jogo. As chances de o atacante atuar são muito pequenas, mas ele ontem foi a campo e treinou em separado do grupo. O mais provável é que Stuani faça dupla de ataque com Suárez.

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