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'Clube mundialmente conhecido'

Após comandar Flamengo e Vasco, treinador assina contrato até abril de 2019 com o Fogão e fala sobre os desafios

Com as bênçãos do Mané!
Coletiva de apresentação do técnico Zé Ricardo você assiste na íntegra, logo mais, na Botafogo TV!
Com as bênçãos do Mané! Coletiva de apresentação do técnico Zé Ricardo você assiste na íntegra, logo mais, na Botafogo TV! - Vitor Silva / SS Press / BFR

Teve início ontem, no Botafogo, a era Zé Ricardo à frente da equipe. O técnico, o quarto do clube em 2018 (vieram antes Felipe Conceição, Alberto Valentim e Marcos Paquetá), realizará o seu terceiro trabalho em um grande do Rio de Janeiro. Zé Ricardo, de 47 anos, apareceu para o cenário nacional no Flamengo, entre as temporadas de 2016 e 2017, com 90 jogos 49 vitórias, 25 empates e 16 derrotas (148 gols assinalados e 86 sofridos) , além do título carioca de 2017. No Vasco, clube que deixou há dois meses, foram 50 partidas com 22 vitórias, 13 empates e 15 derrotas (70 gols marcados e 65 sofridos) e uma classificação para a Libertadores da América. O comandante assumiu enaltecendo a história gloriosa do clube. "Um prazer chegar ao Botafogo. Agradeço o convite da diretoria. Importante trabalhar em um clube mundialmente conhecido e estou com muita vontade de fazer um grande trabalho", destacou.

NAMORO ANTIGO

Houve um primeiro contato (antes da pausa do Campeonato Brasileiro para a Copa do Mundo da Rússia), mas eu tinha acabado de sair do Vasco e precisava de um tempo. Foram dois anos intensos e tinha firmado um compromisso para fazer comentários na Copa. Passados esses dois meses, recebi um novo convite e entendi que era um momento ideal para voltar. Sempre me chamou a atenção a intensidade com que essa equipe jogou contra nós (Zé Ricardo era o comandante do Vasco no vice-campeonato carioca deste ano, vencido pelo Botafogo).

Sequência no Rio

É um projeto pessoal que não significa estar no Rio de Janeiro. Se há dois anos alguém batesse no meu ombro me dizendo que eu trabalharia em três grandes do Rio, eu não acreditaria. Sem dúvida o foco é total no trabalho e espero que, agora, do lado do Botafogo possamos fazer uma união que faça o clube forte.

Orçamento limitado

Lógico que são poucas equipes que não atravessam uma situação financeira complicada. Dificulta, mas me foi passado que estão tentando acertar.

Contrato

O clube me deixou muito bem à vontade. Acho que é um período importante para desenvolver um bom trabalho e quem sabe aumentar (Zé Ricardo assinou até abril de 2019). O tempo de contrato é o que menos importa. Quando a gente estabelece uma relação de confiança o contrato fica em segundo plano.

Recepção

Chegar a um clube sendo bem recepcionado pela torcida e os atletas é importante. O Jean (o volante, que pertence ao Corinthians, trabalhou com o técnico durante a sua passagem pelo Vasco) é um rapaz trabalhador e a expectativa é que ele esteja mais maduro. Estou ansioso para encontrar os jogadores.

Copa Sul-Americana

Vamos encarar cada partida com uma entrega grande para que a gente tenha um rendimento bom. Uma oportunidade real e financeira para o clube. Vamos contar muito com essas características da equipe que vimos ano passado (com Jair Ventura, técnico que levou o Botafogo à Libertadores de 2017 após escapar do rebaixamento no Brasileiro).

Santos

Eu percebi uma reação muito legal da equipe contra o Santos. Esteve organizada e, por pouco, não venceu (o Botafogo teve um gol polêmico anulado no final da partida). Acho que a necessidade real é conquistar vitórias para ganhar confiança.

Anderson Barros

Sempre respeitei a relação de amizade com Anderson (gerente de futebol), mas não foi fundamental (para a minha chegada).

Primeiras impressões

O Bruno (Lazaroni), auxiliar-técnico da comissão permanente, me passou muita coisa já. Que essa união faça o Botafogo forte. É isso o que queremos ver.

Trocas constantes de técnico

Quando existe mudança, se não for uma saída por motivo maior, não concordo com essa instabilidade. Realmente, desde sábado estou pensando 100% no Botafogo.

Expectativa pelo retorno de Gatito Fernández

A chegada de Zé Ricardo a General Severiano coincide, também, com a possível reaparição do goleiro Gatito Fernández na meta alvinegra. O paraguaio, que não atua desde o dia 23 de abril (no 1 a 1 com o Sport, na Ilha do Retiro, pela segunda rodada do Brasileiro), por causa de uma fratura no punho direito, vive a expectativa de estar à disposição para a partida contra o Paraná, no domingo, no Durival de Britto.

Com lesões no tórax e pequena fratura na cartilagem da tireoide, o então titular Jefferson, por sua vez, só deve voltar às atividades do meio para o fim de de agosto. O ídolo alvinegro se lesionou no clássico com o Flamengo (derrota por 2 a 0, no Maracanã, na 14ª rodada), após um choque frontal com o meia Lucas Paquetá. Desde então, o gol do Botafogo está sob responsabilidade do jovem Saulo, de 23 anos, que se saiu bem quando exigido e ganhou moral.

'Papai' Joel aprova Zé

Experiente, Joel disse que Zé Ricardo não pode desanimar com situação financeira do Fogão - DIVULGAÇÃO
O carro foi queimado pelo casal que jogou o mecânico no rio - POLÍCIA MILITAR/ DIVULGAÇÃO

Profundo conhecedor dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, Joel Santana, que por muito anos ficou conhecido como um técnico 'caseiro', curtiu a escolha do Botafogo por Zé Ricardo. "É um jovem e promissor profissional que, na minha opinião, foi o melhor nome para o Botafogo neste momento", disse o 'Papai', por telefone, em contato com o MEIA HORA.

Experiente, Joel destacou que Zé Ricardo não pode desanimar com a grave crise financeira que abala as estruturas do Alvinegro. Ele, inclusive, sabe como ninguém o que é assumir um clube nessas condições. "Olha, são mais de 30 anos de experiência de trabalhos em clubes nessas condições. Mas o Zé Ricardo vai dar jeito no Botafogo, eu tenho certeza disso. É um clube muito gostoso de se trabalhar, passei por lá três vezes e fui campeão duas (Cariocas de 1997 e 2010)", destacou Joel, que lembrou de uma passagem marcante no Rio de Janeiro e que, segundo ele, era bem mais complicado de resolver.

"O que dizer do Fluminense de 1995? Recebemos um clube sem jogadores e sem dinheiro. Garimpamos atletas aqui e ali, organizamos a casa, trouxemos o Renato Gaúcho, que hoje é um grande técnico (do Grêmio) e fomos campeões cariocas e quarto do Brasileiro. Não tem receita, é trabalhar", ensinou.

Fora do futebol, Joel Santana fez comerciais para a televisão e, recentemente, curtiu a Copa do Mundo da Rússia como torcedor. E quando será que o veremos de novo na área técnica? "Quando quiserem o Papai outra vez", brincou.

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