CAPÍTULO FINAL
Após momentos difíceis e de superação, Messi escreve sua última página em Copas do Mundo contra país que quase veio a defender
Por Hugo Perruso
Publicado em 19/07/2026 00:00:00 Atualizado em 19/07/2026 00:00:00Messi chega ao fim de sua participação em Copas do Mundo com três finais e alguns recordes em seis edições disputadas. Mas ainda pode ter a cereja do bolo em uma trajetória de superação que começou como um filme de terror e termina em uma gloriosa história nesta reta final de carreira. Falta ao craque de 39 anos conquistar o segundo título mundial seguido para a Argentina, hoje, contra a Espanha, às 16h (de Brasília).
Comparado a Diego Maradona pelos compatriotas a cada desilusão em Copas anteriores, Messi saiu da sombra do ídolo e virou farol no país. E agora pode superá-lo caso seja campeão novamente, feito que apenas outro argentino conseguiu: Daniel Passarela, em 1978 e 1986.
"Tivemos a sorte de viver na era do Diego. Nunca quis me comparar a ele e sei que ele gostava muito de mim. Prefiro guardar todos os momentos bonitos que compartilhamos juntos", afirmou o craque após a vitória sobre a Inglaterra.
Quase foi pro outro lado
E pensar que por muito pouco essa relação com o país não aconteceu. Afinal, Messi foi rejeitado por clubes argentinos pelo corpo franzino e fez todo o caminho das divisões de base no Barcelona, o que o fez entrar na mira da seleção espanhola.
Mas um vídeo de suas jogadas chegou às mãos do técnico do sub-17 da Argentina em 2004, Hugo Tocalli, que correu junto à federação de futebol para organizar um amistoso às pressas para convocá-lo. A estreia com a Albiceleste aconteceu no mesmo ano, contra o Paraguai, e não demorou para o craque chegar à seleção principal, em 17 de agosto de 2005, em um amistoso contra a Hungria.
Desde cedo, já existia grande expectativa no futebol do craque. A primeira das 33 partidas em Copas foi em 2006, ainda como reserva no 6 a 0 sobre a Sérvia, quando marcou o primeiro dos 21 gols. Mas a sequência de eliminações e o desempenho no torneio contribuíram para as críticas e ataques que sofreu dos compatriotas.
Em 2010, Messi já era o melhor do mundo (venceu em 2009), mas terminou a Copa da África do Sul sem marcar gols, e a Argentina acabou eliminada com uma derrota por 4 a 0 para a Alemanha, nas quartas de final. A resposta veio em 2014, ao liderar a seleção até a final. Só que a decepção da perda do título na prorrogação, novamente para os alemães, criou mais uma marca na relação com o torcedor.