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Uefa articula lançar presidente do PSG como oponente de Infantino nas eleições da Fifa

Por Agência Estado

Publicado em 30/07/2026 12:01:52

Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Qatar Sports Investments, é o nome de consenso dos dirigentes do futebol europeu para desafiar o presidente da Fifa, Giannni Infantino, nas próximas eleições presidenciais da entidade que comanda o futebol no mundo.

Segundo informações do jornal britânico The Telegraph, o dirigente é visto pelos representantes da Uefa como o candidato com maiores chances de obter êxito por reunir influência e prestígio em meio a um cenário de crise provocada pela proposta de privatização das receitas da Copa do Mundo.

A European Club Football (EFC), também presidida por Nasser Al-Khelaïfi, disse não ter sido ouvida em relação à ideia de Infantino. Uma reunião de emergência está prevista para esta quinta-feira para planejar um possível boicote contra a Fifa na próxima Copa do Mundo de 2030 e unificar sua posição ao plano do órgão máximo do futebol sobre venda de ações no próximo mundial.

Em meio a esse cenário de tensão nos bastidores da política esportiva internacional, Al-Khelaifi tentou descartar qualquer possibilidade de ter seu nome vinculado à candidatura das próximas eleições para o posto de presidente da Fifa.

"Nasser não tem absolutamente nenhuma ambição, nenhuma intenção e nenhum interesse no cargo da Fifa. Ele continuará apoiando discretamente todas as instituições do futebol mundial e europeu", afirmou um representante do dirigente ao Telegraph.

O prestígio de Al-Khelaifi não se restringe somente ao fato de comandar o PSG e a QSI. Ele também está à frente do beIN Media Group, empresa que detém os direitos de competições como a Copa do Mundo e a Champions League em diversos mercados.

A gestão de Infantino como presidente da Fifa está cada vez mais desagradável aos olhos Uefa. O desgaste cresceu ao longo dos anos, na esteira de algumas discordâncias, e atingiu ponto crítico quando a entidade máxima do futebol anunciou um plano para vender ações de uma nova empresa que será constituída para administrar competições, inclusive a Copa do Mundo.

Durante a Copa do Mundo de 2026, novos desentendimentos públicos foram protagonizados pelas duas entidades. O desconforto de Ceferin com a administração de Infantino ficou evidente quando a Uefa publicou uma nota condenando a decisão de anular a suspensão do atacante americano Balogun, após ligação de Donald Trump ao presidente da Fifa.

A Uefa também é frontalmente contrária ao plano de ampliar o número de times da Copa do Mundo para 64 em 2030, outra ideia de Infantino. Em meio a tantas discordâncias, Aleksander Ceferin não foi à final entre Espanha e Argentina em New Jersey para deixar clara sua oposição à atual gestão.

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