Confederações estudam modelo de impeachment para derrubar Infantino em meio à crise na Fifa
Por Agência Estado
Publicado em 20/08/2026 17:14:39Gianni Infantino pode enfrentar mais um revés depois de seu plano falho da Fifa Forward Enterprise (FFE), projeto que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo. Agora, a novidade é uma movimentação das confederações continentais para instituir uma moção de desconfiança, processo semelhante a um impeachment, para a derrubada do presidente.
Segundo fontes próximas das discussões relataram para a Reuters, a medida é estudada e tratada como o único caminho possível após as crises recentes da instituição.
"Não há saída. Ou ele segue o caminho pacífico e decide não se candidatar em março, ou segue o caminho difícil", disse a fonte em anonimato a agência.
Caso a moção passe, será um momento inédito para a Fifa, já que a situação nunca aconteceu durante os 122 anos da organização.
CONVOCAÇÃO DE UM CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO É NECESSÁRIA PARA SEGUIMENTO DA MOÇÃO
De acordo com o estatuto da Fifa, uma moção de desconfiança só pode ser solicitada após a convocação de um Congresso Extraordinário. Para que a reunião seja realizada, pelo menos 20% das 211 associações filiadas à entidade, o equivalente a 43 países, precisam apresentar um pedido por escrito ao Conselho da Fifa.
Caso o número seja alcançado, o Congresso deve ser convocado em até três meses. Cada associação presente terá direito a um voto, sem possibilidade de participação por procuração ou carta.
Embora o estatuto determine as regras para eleições presidenciais, não há uma definição específica sobre a quantidade de votos necessária para aprovar uma moção de desconfiança. O documento estabelece, de forma geral, que decisões são aprovadas por maioria simples dos votos válidos, quando não houver outra determinação.
ACONTECIMENTOS RECENTES LEVARAM A DESCONFIANÇA COM A FIFA
A crise recente envolta de Infantino envolve não só o descontentamento com a FFE, mas também a decisão de demitir Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, por críticas ao plano apresentado.
Juntamente a isso, federações declararam retirar o apoio a reeleição do italiano. Israel, Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda, foram apenas alguns a se manifestarem contrários a Infantino no topo novamente.
Já Uefa, AFC e Concacaf, que representam as associações nacionais de suas respectivas regiões, avaliam a possibilidade de levar adiante a moção de desconfiança contra o dirigente.