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O que os amistosos contra Austrália e Índia mostram a Carlo Ancelotti na seleção brasileira

Por Agência Estado

Publicado em 03/10/2026 16:17:53

O jogo contra a Índia de pouco valia para medir a evolução da seleção brasileira após duas partidas contra a Austrália. A goleada por 4 a 0 sobre a 137ª colocada no ranking da Fifa encerrou a agenda do Brasil nesta Data Fifa, que pareceu pôr fim ao esquema de quatro atacantes usado por Carlo Ancelotti na Copa do Mundo e no primeiro dos três jogos.

Este foi o 20º jogo de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira. Até aqui, foram 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Ainda resta uma Data Fifa em 2026, entre 9 e 17 de novembro. No dia 14, o adversário será o Japão, rival do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo, em Singapura. Depois, a equipe de Ancelotti enfrenta o time da casa, no dia 17. Veja abaixo as lições que Ancelotti pôde tirar dos amistosos contra Austrália e Índia:

MEIO-CAMPO REFORÇADO PARECE O MELHOR CAMINHO

Ancelotti havia dito que o jogo contra a Índia não era "um teste", mas "uma oportunidade". O técnico mandou a campo a mesma formação da segunda partida contra a Austrália, com o meio de campo mais ocupado, tirando um jogador da frente.

Na vitória em Brisbane, o trio foi Bruno Guimarães, Danilo e Gabriel Bontempo. Em Calcutá, o camisa 8 deu lugar a Andrey Santos. Funcionou novamente, sem grande exigência para marcar o adversário.

DEFESA AINDA É PONTO DE ATENÇÃO

Embora não tenha sofrido gols no terceiro jogo, o Brasil correu riscos no segundo tempo. Pedro Morisco precisou fazer duas defesas a partir de espaços deixados pelos zagueiros brasileiros. No lance mais perigoso, o goleiro chegou a ser batido por Ryan Williams, mas Mauro Júnior cortou quase em cima da linha.

O time sofreu três gols nos jogos contra a Austrália e vinha sendo vazado há quatro partidas consecutivas até encarar a Índia. Foi mais raro que os indianos encontrassem espaços, mas mais por falta de qualidade do que melhora brasileira.

VINI JR. ABAIXO; SAMUEL LINO, ESTÊVÃO E ENDRICK À DISPOSIÇÃO

Vini Jr. ficou abaixo do esperado. Após ser o artilheiro da seleção na Copa, com quatro gols, o camisa 7 chegou a esta Data Fifa com oito, líder na artilharia com Ancelotti.

O jogador do Real Madrid fez um bom segundo tempo na vitória contra a Austrália, mas marcou apenas de pênalti. No empate e até na primeira etapa, ficou apagado. Contra a Índia, cometeu erros individuais com a bola.

Por outro lado, há quem saia por cima nesta Data Fifa. Samuel Lino jogou um tempo inteiro pela primeira vez contra a Índia e, com dois gols, mostrou talento individual.

Estêvão voltou a marcar. O garoto de 19 anos era o artilheiro da Era Ancelotti com cinco gols, mas sofreu uma lesão muscular de grau 4 e ficou fora da lista da Copa do Mundo. Com seis, ele está atrás de Vini Jr.

Endrick, que teve assistência para o gol de Bruno Guimarães contra a Austrália, jogou por menos tempo, mas quebrou um marasmo do Brasil diante da Índia na parte final do jogo. Era ele que tentava algo diferente quando a troca de passes esbarrava na retranca indiana.

Há novatos que também saem com saldo positivo, como Arthur Dias e Mauro Júnior. Vanderson, assim como Estêvão fora da Copa por lesão, ficou no banco no empate e foi bem nas duas vitórias brasileiras.

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