Coluna do Baixola
Seleção de cara nova, mas com velhos erros
Apesar das novidades na lista de convocados de Ancelotti, o Brasil continua com o mesmo futebol sem brilho e pouca criatividade da Copa
Por Romário
Publicado em 11/10/2026 07:00:00Fala, Galera! A Coluna do Baixola tá de volta! Tô amarradão de estar aqui novamente e poder falar sobre futebol, que é a paixão de todos nós. E não tem assunto melhor pra esse recomeço do que a seleção brasileira.
Tá uma merd@! Depois do fiasco na Copa, tivemos uma Data FIFA totalmente sem proveito. Jogos sem importância e sem a menor necessidade, contra adversários fracos e sem tradição. Nós vamos ganhar o quê jogando contra Índia e Austrália, lá do outro lado do mundo? Quanto ao time, não mostrou nada diferente do que vimos na Copa. Pelo contrário, mostrou as mesmas deficiências: pouca criatividade, meio de campo sem articulação e dependência completa dos pontas. Futebol sem brilho, sem alma, sem a nossa cara. Nota 5, no máximo, pro que a seleção apresentou.
O mais preocupante é ver que, enquanto isso, os europeus estão jogando partidas em alto nível. A Liga das Nações teve ótimos jogos, times bem montados e alguns jogadores voando! Olise matou a pau na França, Jesus arrumou Portugal e até a Itália, que nem pra Copa foi, tá jogando bem. Desse jeito vai ser difícil ganhar uma Copa no futuro, viu…
Não tenho nada pessoal contra o Mister. Mas ele está há um ano e meio na seleção e o time não melhora, não mostra evolução nem equilíbrio. Não era pra ter renovado com ele. Falhou muito na Copa e, agora, insiste nos mesmos erros do Mundial. Trouxemos um gringo que se recusa a jogar com a alma do futebol brasileiro, porr@!
Memórias do Baixinho
Messi desacelera. Ele é melhor que Pelé?
Messi jogou com lágrimas nos olhos na sua despedida da Seleção da Argentina, quando marcou um gol na vitória sobre o Benin.
O que não faltava era motivo para muitas emoções naquele jogo, que foi chamado de "o último tango". E tango é uma música com ritmo e letra bem tristes. Com mais de 85 mil torcedores cantando e vibrando no estádio, Messi se deparou com uma gigantesca camisa 10, onde se lia: "Gracias".
Tive momentos assim na minha despedida da Seleção Brasileira - onde fiz mais de 70 jogos e 55 gols. Completei essa marca em 2005, num jogo contra a Guatemala em que ganhamos de 3x0.
Foi um dia de muita emoção, e quando marquei meu último gol pela Seleção mostrei a camisa que eu vestia por baixo do uniforme oficial onde estava escrito: "Tenho uma filhinha Down que é uma princesinha". Foi a apresentação de Ivy, que completava um mês de vida, ao futebol.
Voltando ao Messi… Ele foi maior do que o Pelé? Messi é um monstro, mas não se compara ao Pelé. Não terá outro no conjunto da técnica, velocidade e objetividade. Tenho muito respeito pelo Messi, foi um dos maiores de todos os tempos, mas há 50 anos Pelé já jogava à frente do nosso tempo!