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Com fim das bets, Flamengo pode fazer venda grande ainda em 2026

Rubro-Negro aguarda definições do Congresso sobre a proibição das casas de aposta para dar próximos passos em acordo com a Betano

Por Gabriel Salotti

Publicado em 06/10/2026 10:03:10
Flamengo aguarda definição do Congresso sobre casa de apostas para avaliar acordo com Betano
O Flamengo corre o risco de precisar fazer uma venda grande após o fim do ano para equilibrar as contas, caso se concretize o pior cenário da proibição das casas de apostas. O Rubro-Negro aguarda definições sobre o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso para dar os próximos passos em relação ao acordo com a Betano, patrocinadora máster do clube.
Internamente, já há um processo de mobilização sobre o caso. De acordo com o jornalista Rodrigo Mattos, do 'UOL', caso o contrato com a Betano acabar em dezembro, o impacto seria maior em 2027. Com isso, o Flamengo precisaria fazer uma venda grande ou três ou quatro vendas médias ainda em 2026.
Uma venda grande seria o equivalente a uma transferência do atacante Samuel Lino ou do meia Lucas Paquetá, atletas com valores que giram em torno de 30 milhões a 40 milhões de euros (R$ 168 milhões a R$ 225 milhões).
A Medida Provisória do Governo tem validade inicial de 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60. O texto também pode passar por modificações no Congresso. O contrato com a Betano será mantido em "stand-by", ou seja, em espera até haver uma definição da lei.
A proibição das bets entrou em vigor nesta terça-feira (6). A tendência é que os times da Série A já entrem em campo sem patrocínios de casas de apostas nas camisas na rodada que começa na quarta-feira (7), a não ser que o ministro do STF Luiz Fux conceda liminar favorável aos times até lá.

'Pode acontecer'

Recentemente, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, admitiu o risco de ter que vender jogadores para equilibrar o caixa. "É uma das coisas que podem acontecer: ter que vender jogadores para pagarmos os compromissos que temos. Nós não vamos ficar devendo os compromissos que temos que pagar", disse, em entrevista coletiva.
"Como não podemos comprar porque para comprarmos precisamos de dinheiro, que é uma coisa que não temos neste momento. Estamos falando no pior cenário, de não ter esse patrocínio. E o pior cenário, talvez, passe por termos que vender alguns jogadores, ou dois ou três jogadores, e não conseguirmos repor com a mesma qualidade", explicou.