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Atuações do Botafogo contra o Potosí: Barboza, Vitinho e Telles do tamanho da Libertadores

Por Jogada10

Publicado em 25/02/2026 23:36:07
Atuações do Botafogo contra o Potosí: Barboza, Vitinho e Telles do tamanho da Libertadores

Adversário do Botafogo na segunda fase da Copa Libertadores, o Nacional Potosí é um time horroroso e que não joga a Série D do Campeonato Brasileiro. Mas os bolivianos tinham algumas armas, como o relógio, a tensão do Mais Tradicional e a complacência do juizão com a violência. O importante, para o Glorioso, era não especular. Desse modo, o time resolveu a série antes do intervalo ao ficar na frente do placar e terminar o embate com um 2 a 0 (2 a 1 no agregado), nesta quarta-feira (25), no Estádio Nilton Santos, com algum sofrimento. Veja, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira analisou o desempenho dos alvinegros.

AS NOTAS DOS JOGADORES DO BOTAFOGO

LINCK – Adiantado, jogou praticamente como um defensor, ajudando com rapidez nas saídas de bola atrás. No fim do primeiro tempo, porém, pegou um chute fraco do ataque adversário. Na etapa final, realizou, enfim, uma defesa mais difícil e viu a trave o salvar – NOTA: 6,0

PONTE – Bloqueou, com muita facilidade, as poucas ações do Nacional Potosí, nos primeiros 45 minutos. O problema é quando a pelota parava em seus pés. Está sempre errando e gerando possibilidade ao rival. Impressionante! Além disso, deixou o zagueirão do time boliviano cabecear em suas costas. Desatento! Amarelado, saiu para a entrada de Justino – NOTA: 5,0

BARBOZA – Curtiu uma de centroavante e acertou uma linda cabeçada na trave. Excelente na bola aérea, uma arma que rendeu uma assistência para Danilo. Precisou sair com a pelota para construir várias vezes. Tomou as rédeas da partida. Exemplo de liderança. Porém, quase vira o vilão ao bobear no lance que rendeu uma bola na trave aos andinos por estar sempre arriscando. Esta ressalva precisa ser feita – NOTA: 7,0

BASTOS –  Centralizado, jogou de forma serena, com pouco trabalho atrás. Atuação quase protocolar do sóbrio Palanca Negra durante o espetáculo – NOTA: 6,0

VITINHO – Espetado com a liberdade de um ala, acertou um chute cruzado na trave, em um belo cartão de visitas do Botafogo, com menos de um minuto. Depois, voltou a carimbar a baliza. Passou como quis pela marcação. O Potosi, depois, praticou um revezamento de jogadores que o agrediam – NOTA: 7,5

NEWTON – Um pouco afoito nas primeiras tentativas de roubadas de bola no meio de campo. Depois, ajustou o posicionamento. Mas precisa ajustar os passes. Desacelerou o jogo – NOTA: 5,5

DANILO – Esculacha! Brincou de oferecer lançamentos e passes em profundidade para os alas e para o falso 9. Um deles, brindou Telles com a assistência no 1-0. Pisou na área e meteu o dele, no 2-0. Sua presença em campo muda completamente a dinâmica do time alvinegro. Jogador de rara inteligência na defesa e no ataque – NOTA: 8,0

TELLES – Livre das responsabilidades defensivas, soube atacar os espaços para ficar na cara do gol e tocar por cima do goleiro adversário. Uma resposta para quem falava que só sabe fazer gol de pênalti. Mas, por falar nisso, foi perigoso nas bolas paradas. Além disso, largou Martins em ótimas condições para o atacante desperdiçar – NOTA: 7,5

MONTORO – Abaixo daquilo que pode render. O Monstrinho, embora com muita movimentação, demorou para acertar na conclusão das jogadas. No fim do primeiro tempo, chamou mais a responsabilidade para si. Sumiu, entretanto, no decorrer da etapa final. Muito bem marcado pelo escrete visitante. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Tucu – NOTA: 5,0

BARRERA – Pouco efetivo. Aliviou a barra do Nacional Potosí ao cometer faltas de ataque e desperdiçar lances promissores, errando passes curtos. Veloz, mas com muitas oscilações no terço final. Perdeu a vaga, no segundo tempo, para Artur – NOTA: 5,5

MARTINS – Ele pode receber 200 bolas cara a cara com o goleiro rival que vai perder todas. Parece que não sabe chutar. Irritante! Porém, se esforçou para circular pelo campo e arrumar espaço, algo que melhora a sua avaliação. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Cabral – NOTA: 5,0

ARTUR – Não aproveitou os contra-ataques quando teve ocasiões para avançar com a bola ou entregá-la para um companheiro. Pecou na tomada de decisão e passou o jogo inteiro caindo – NOTA: 4,0

CABRAL – Pouco acionado. Não conseguiu fazer o papel de pivô ou prender a bola mais na frente – NOTA: 5,0

TUCU – Lento, mas importante para conseguir faltas diante da “pressão” do Potosí – NOTA: 5,5

JUSTINO – Lançado aos leões, teve mais acertos do que Ponte – NOTA: 6,0 

TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI – O Botafogo poderia ter feito 3 a 0 em dez minutos. A equipe teve o comportamento de sua grandeza diante de um adversário inexpressivo no continente. Mesmo que a virada tenha demorado, o time não foi tão afetado pela ansiedade, apesar de alguns jogadores abaixo do esperado. O Glorioso, no entanto, sentiu a parte física no segundo tempo. Poderia ter feito as alterações mais cedo e não mexeu bem. O Alvinegro deixou o Potosí crescer. A sorte é que o time rival é ruim – NOTA: 6,0

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