Boto deixa futuro no Flamengo nas mãos de Bap: 'Temos que estar prontos para sair'
Dirigente deu declaração após conquista do 40º título estadual do Rubro-Negro contra o Fluminense
Por Jogada10
Publicado em 09/03/2026 10:07:00 Atualizado em 09/03/2026 11:07:48O diretor de futebol José Boto tem o futuro indefinido no Flamengo. Afinal, a relação com jogadores e funcionários piorou após a demissão do técnico Filipe Luís e a permanência do dirigente ficou em xeque. Após a conquista do 40º título estadual do Rubro-Negro, o português deixou o futuro nas mãos do presidente Luiz Eduardo Baptista.
“Uma coisa que o futebol me ensinou: desde que assinamos um contrato, temos que estar prontos para sair. Toda vez que saio de um clube, saio sem rancor, sem raiva e sem nada. Fico sempre muito agradecido. Nesse caso, o presidente Bap me convidou. Não me disse nada. Podem me perguntar se vou continuar ou não, mas é a ele que tem que perguntar”, disse José Boto.
A demissão do técnico Filipe Luís foi uma decisão do presidente Luiz Eduardo Baptista. Contudo, José Boto teve a responsabilidade de comunicar a decisão tanto para o treinador quanto para os jogadores. Em uma rápida conversa de um minuto, o diretor português deu o informe, mas ressaltou que não concordava.
Apesar de não concordar, José Boto participou das reuniões com o técnico Leonardo Jardim antes da demissão de Filipe Luís, o que também causou desgaste. Além disso, a maneira como conversou com os atletas, dividindo o peso da decisão para amenizar o lado da direção, não pegou bem e piorou a relação do diretor com o grupo.
Flamengo de olho em Edu Gaspar
Em meio a indefinição sobre o futuro de José Boto, o Flamengo monitora Edu Gaspar. O dirigente foi demitido do Nottingham Forest, da Inglaterra, e está livre no mercado. Com passagens pelo Arsenal, da Inglaterra, e pela Seleção Brasileira, o nome é bem avaliado no Rubro-Negro. No Brasil, ele teve uma passagem vitoriosa pelo Corinthians.
José Boto não é uma figura bem-quista internamente, tanto pelos jogadores quanto pelos funcionários. No dia a dia, o diretor sempre evitou contato com os jogadores. Dessa forma, os atletas sempre demonstraram incômodo pela falta de proteção, principalmente nos momentos de crise, como após os vices na Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana.
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