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Caso Ronaldinho Gaúcho: empresária foragida desde 2020 é presa no Paraguai

Por Jogada10

Publicado em 03/04/2026 08:53:20
Caso Ronaldinho Gaúcho: empresária foragida desde 2020 é presa no Paraguai

A polícia de Assunção prendeu, na tarde dessa quinta-feira (2), a empresária Dalia López, apontada como peça central no episódio que levou à detenção do ex-jogador Ronaldinho em 2020. A prisão ocorreu em uma residência particular na capital e concluiu, enfim, uma busca que se arrastava por cinco anos.

O caso remonta à viagem organizada pela própria empresária em 2020, quando levou o ex-atleta e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, ao Paraguai para participação em um evento beneficente. A entrada no país, no entanto, desencadeou a investigação à dupla: autoridades identificaram passaporte e documento de identidade falsos apresentados pelos dois.

A detenção ocorreu ainda na chegada, também em Assunção, e se estendeu por quase um mês em regime fechado. Na sequência, a Justiça autorizou a prisão domiciliar após o pagamento de fiança de 1,6 milhão de dólares (R$ 8,3 milhões, na cotação da época), valor que permitiu a transferência para um hotel de luxo na capital.

Ronaldinho evita julgamento público

O desfecho judicial só ocorreu em definitivo após novos pagamentos. Isso porque para evitar um julgamento oral e público, o ex-jogador desembolsou 90 mil dólares, enquanto seu irmão pagou 110 mil dólares, por determinação do juiz. Antes disso, porém, ambos já haviam quitado multa de US$ 200 mil (R$ 1,1 milhão).

Os irmãos deixaram o país cerca de cinco meses após a detenção, e Dalia López, que respondia pelas mesmas acusações, seguia foragida. Desde então, manteve-se fora da cena pública, sem registros oficiais de localização.

Prisão da empresária

No mesmo dia em que foi presa, nessa quinta-feira (2), Dalia afirmou à imprensa que decidiu se entregar por considerar que sua integridade física estava em risco. A declaração antecedeu a formalização da detenção pelas autoridades.

Contra a empresária pesam acusações de produção de documentos públicos falsos e associação criminosa. Durante a operação na residência onde vivia, agentes apreenderam mais de 200 mil dólares em dinheiro.

Com a prisão, o processo avança para o último nome pendente no caso.

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