Advogado cita Messi como “cúmplice” da AFA em processo nos Estados Unidos
Por Jogada10
Publicado em 22/04/2026 11:43:00Representante da promotora VID Music Group, o advogado Ralph Patino colocou Lionel Messi no papel de “cúmplice” em um processo multimilionário por quebra de contrato nos Estados Unidos. O jurista entende que o astro argentino foi conivente com a Associação do Futebol Argentino (AFA) no episódio que levou à ação judicial entre as partes.
A acusação se ancora em um contrato firmado entre as partes para realização de quatro partidas internacionais entre outubro e junho. Organizado pela promotora, os eventos foram firmados com a previsão de participação ativa do jogador.
“A VID firmou um contrato para promover quatro partidas de futebol, duas em outubro e duas em junho. O contrato estipulava a presença de Messi como participante ativo. Ele tinha que jogar 30 minutos de cada partida”, disse Patino em coletiva nessa terça-feira (21).
O advogado ainda destacou que o próprio documento previa consequências em caso de ausência. “O contrato delineava efeitos em caso de falta. O processo visa recuperar os danos resultantes do não comparecimento de Lionel”, sustentou.
Messi como cúmplice
O duelo contra a Venezuela, no dia 10 de outubro de 2025, concentra a origem da disputa judicial. Em contrapartida, o astro participou dos 90 minutos da goleada por 6 a 0 sobre Porto Rico, três dias depois. Essa sequência de jogos estrutura a argumentação apresentada pela promotora.
Questionado sobre o vínculo direto do camisa 10 com o contrato, Patino apresentou uma leitura baseada no princípio jurídico de “sabia ou deveria saber”.
“O Sr. Messi não assinou o contrato entre a AFA e o VID Group. Existe uma cláusula fundamental no contrato na qual a AFA garante que ele jogue, se analisarmos isso sob a ótica do direito contratual no que tange à quebra de contrato. Lionel não possui qualquer responsabilidade”, e completou:
“No entanto, dado que ele recebe remuneração da AFA para atuar nesta partida, e está treinando, participando da concentração da equipe pré-jogo e integra o elenco, o Sr. Messi já tem ciência de que possui a obrigação de jogar. E, caso não o saiba, certamente deveria saber. Portanto, se torna cúmplice das ações empreendidas entre ele próprio e a AFA”.
Valores elevam o peso do litígio
Além da discussão jurídica, os valores envolvidos ampliam o alcance do caso. Isso porque a promotora adquiriu os direitos das partidas de outubro por 3,5 milhões de dólares (cerca de R$ 17,4 milhões) por jogo. Já os compromissos de junho custaram algo em torno de 5 milhões de dólares (R$ 24,9 milhões) cada.
O empresário Javier Fernández acompanhou a coletiva, embora não tenha feito declarações.
Processo inédito contra a AFA
Por fim, a equipe jurídica destacou um ponto que delimita o contexto da ação: trata-se da primeira iniciativa desse tipo movida contra a AFA em território norte-americano. O processo segue em andamento a partir das alegações apresentadas pelas partes.
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