Como chegam os Estados Unidos para a Copa do Mundo
Por Jogada10
Publicado em 23/04/2026 07:36:13Sendo sede da Copa do Mundo pela segunda vez, os Estados Unidos chegam ao torneio em uma realidade bem diferente da de 1994. Apesar de não ser o esporte mais popular, o futebol já cresceu muito no país, que possui uma liga profissional bem estruturada, que atrai grandes nomes, como Lionel Messi, atualmente.
Entretanto, o momento da seleção não empolga tanto seus torcedores. Sem disputar as Eliminatórias, os Estados Unidos fizeram apenas amistosos e participaram das competições continentais. Todavia, os estadunidenses tiveram um bom começo de ciclo, vencendo a Liga das Nações, batendo o Canadá na final. Porém, na Copa de 2023, a seleção, com um time alternativo, caiu nas semifinais, para o Panamá.
Nos amistosos que realizou naquele ano, venceu Uzbequistão, Omã e Gana e perdeu para a Alemanha. Na edição seguinte da Liga das Nações, mais um título, desta vez contra o México. Entretanto, mais uma vez, a decepção veio em uma competição continental. Mesmo sendo anfitriã, a seleção caiu na fase de grupos em uma chave com Uruguai, Panamá e Bolívia. A fraca campanha custou o cargo do treinador Gregg Berhalter.
Em seu lugar, veio o conhecido Maurício Pochettino. Porém, o argentino teve dificuldade no começo do trabalho, com derrota para o Canadá e empate com a Nova Zelândia. Somente na segunda Data Fifa veio a primeira vitória, contra o Panamá, mas perdeu o jogo seguinte para o México. Na Liga das Nações, desta vez, os estadunidenses decepcionaram, sendo eliminados para os panamenhos. Depois de derrotas para Suíça e Turquia, a seleção até conseguiu ter um bom retrospecto na Copa Ouro, mas perdeu para os mexicanos na final.
Nos últimos testes, os resultados deixaram um misto de esperança e expectativa. Por um lado, vitórias contra Japão, Austrália, Paraguai e goleada contra o Uruguai. Por outro, derrotas para a Coreia do Sul, Portugal e Bélgica, as duas últimas em março. No momento, os Estados Unidos ocupam a 16ª colocação no ranking da Fifa.
O destaque
Com o peso de jogar dentro de casa, Christian Pulisic chega mais uma vez ao Mundial como o grande jogador a seleção estadunidense. O jogador vai para a sua segunda Copa, tendo marcado um gol na edição de 2022 e vencido o prêmio de melhor em campo em três partidas.
Agora, Pulisic defende o Milan, com 129 jogos disputados pelo clube italiano, com 42 gols marcados. Já pela seleção, como principal estrela, o jogador balançou a rede 32 vezes em 84 jogos, sendo dez deles neste último ciclo.
O comandante
Com um nome já conhecido no futebol europeu, Maurício Pochettino tem o seu primeiro trabalho em uma seleção em um país diferente do que estava acostumado a trabalhar. Entretanto, o treinador encarou uma realidade de muita pressão, precisando de bons resultados para fazer uma boa campanha na Copa dentro de casa. Porém, o argentino não vem com uma imagem muito boa. Apesar de ter vencido 13 dos 24 jogos disputados, o técnico não conseguiu ter bom rendimento nas competições continentais, sem ficar com o título da Liga das Nações e da Copa Ouro.
Inclusive, disputar uma Copa não é uma novidade na carreira de Pochettino. Afinal, nos seus tempos de jogador, o então zagueiro disputou o Mundial de 2002, pela Argentina. Como treinador, teve passagens por grandes clubes do futebol europeu, como Tottenham, no qual ficou por cinco temporadas, PSG e Chelsea. Pelos Spurs, teve seu grande momento como técnico, disputando a final da Liga dos Campeões em 2019, perdendo para o Liverpool.
Campanhas em Copas
Os Estados Unidos tiveram realidades diferentes em suas participações no torneio. No começo, a seleção era completamente amadora, e participou dos Mundiais de 30, 34 e 50. No Uruguai, teve seu melhor resultado, terminando no terceiro lugar. Depois disso, se passaram 40 anos até o retorno estadunidense à Copa. Desde 1990, os Yankees participaram de todas as edições, exceto 2018, e chegaram até as quartas de final em 2002 e as oitavas em 2014 e 2022.
Time-base
Turner Dest, Ream, McKenzie e Robinson; Johnny, Tessmann, McKennie, Tillman e Pulisic; Balogun
O país
Os Estados Unidos são a maior potência do mundo atual, sendo o maior importador na economia global e o terceiro maior exportador de matérias-primas. O país é o quarto maior do planeta, com uma área de 9.371.175 km², e tem a terceira maior população, com 331.449.281 habitantes e sua capital é Washington.
Atualmente, o país é governado pelo polêmico Donald Trump. Em seu segundo mandato na Casa Branca, o presidente vem se envolvendo em conflitos globais e em uma escalada mundial de tensão entre as relações internacionais. Recentente, Trump atacou o Irã, gerando uma guerra no Oriente Médio e uma ameaça de boicote dos persas ao mundial. Por outro lado, no sorteio dos grupos da Copa, o líder estadunidense recebeu o “Prêmio da Paz da Fifa”.
Celebridades
Polo da indústria cultural do mundo, os Estados Unidos possuem os grandes nomes do cinema e da música mundiais. Artista e produções do país se apresentam por todo o planeta, principalmente no continente europeu e no restante da América, tendo muita influência e popularidade.
Destaque Hollywood, que é o principal centro de produção de filmes e séries, com a coroação dos melhores através do Oscar. Já na música, os Estados Unidos vivem um grande momento no gênero pop. A cantora Taylor Swift é o principal nome do momento, ficando com o segundo lugar global do Spotify, atrás apenas do portorriquenho Bad Bunny.
Além do cenário cultural, os Estados Unidos influenciam também o esporte mundial. Mesmo que o futebol não seja a modalidade mais assistida, o país tem grandes ligas que são acompanhadas por todo o mundo. A NBA, liga de basquete, tem os melhores jogadores do planeta, incluindo Lebron James, que segue em atividade aos 41 anos. A final da NFL, liga de futebol americano, Super Bowl, é acompanhada por mais de 200 milhões de pessoas. Por fim, outras categorias, como hóquei e baseball, também tem alcance global dentro dos seus cenários.
O que esperar dos Estados Unidos
Obviamente, a expectativa por uma boa campanha dos Yankees cresce com a pressão de jogar em casa. Porém, os resultados do ciclo não trazem muito otimismo à seleção estadunidense. Pochettino terá uma chave muito equilibrada enfrentando Turquia, Paraguai e Austrália. A expectativa é por uma briga intensa por uma vaga na próxima fase. mas os Estados Unidos já deram indícios que podem decepcionar, mesmo como anfitriões.
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