Textor afirma que propôs “SAF/Social 2.0” ao Botafogo: “Conquistei o direito de estar ali”
Por Jogada10
Publicado em 09/05/2026 22:59:05Afastado do comando da SAF do Botafogo, John Textor apresentou uma proposta ao clube social — hoje o único acionista com poder político — para redefinir a relação entre o modelo associativo e a sociedade anônima do futebol. O empresário americano chamou o projeto de “SAF/Social 2.0” e enviou os detalhes por e-mail no dia 2 de maio ao presidente João Paulo Magalhães Lins, ao novo representante da associação no Conselho de Administração, João Paulo Menna Barreto, e ao COO da SAF, Danilo Caixeiro, entre outros dirigentes.
Em entrevista ao “Canal do Anderson Motta”, Textor afirmou acreditar ter conquistado o “direito de estar na SAF permanentemente”.
“Ficou claro que, ao longo do tempo, o meu relacionamento que começou muito próximo com o clube social se tornou distante. Tenho me concentrado na organização, no futebol, em campeonatos. Tivemos as distrações da rede multi-clubes, e agora chegamos a esse ponto onde precisamos reafirmar nosso apoio uns aos outros”, iniciou o empresário americano.
“Tive uma reação inicial (à proposta) bastante positiva, quero tê-la por escrito. E quero reestabelecer uma conexão melhor entre a SAF e o clube social, chamando de Social 2.0. Temos que voltar a pensar em sucesso. Não é uma ideia perfeita, e espero que o social retorne com algumas ideias. Mas acho que conquistei o direito de estar aqui permanentemente. Acho que conquistei a confiança do clube social e dos torcedores, mas acho que temos muito a aprender sobre o que passamos. Mais transparência, melhores resultados econômicos e, acima de tudo, mais diversão”, prosseguiu.
O que inclui, segundo Textor, novo acordo entre SAF e social
O primeiro ponto da proposta prevê que o clube social aceite um aporte de 25 milhões de dólares (R$ 122 milhões), dentro do processo de recuperação judicial. Textor não especificou a origem dos recursos nem o formato do financiamento.
Além disso, pediu que o Botafogo não firme qualquer acordo com o Lyon, a menos que o valor supere US$ 35 milhões (cerca de R$ 172 milhões), mantendo vivas as disputas jurídicas contra o braço francês da Eagle Football e contra Michelle Kang, presidente do clube francês.
Entre os pontos sugeridos pelo americano estão a quitação de dívidas da SAF com o social, incluindo honorários advocatícios da disputa societária; a distribuição de parte das receitas obtidas em processos judiciais ao clube social, que ele classificou como “vítima” da Ares e de Kang; maior acesso do Conselho Fiscal às instalações da SAF; criação de um novo Comitê de Futebol com maioria de integrantes do departamento esportivo e três representantes do social; possibilidade de participação de membros do Camisa 7 e de torcidas organizadas em reuniões trimestrais; controle do clube social sobre bustos e homenagens a ídolos no Nilton Santos; distribuição de ingressos para jogos e shows; aumento da participação do Botafogo social para 20% da SAF, com chance de vender os novos 10% como fonte de receita; além de um plano de expansão multi-clubes com restrições e a abertura de capital durante a Copa do Mundo.
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