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Corinthians começa a pagar RCE, mas dívida chega aos R$ 224,9 milhões

Por Jogada10

Publicado em 13/05/2026 10:02:36
Corinthians começa a pagar RCE, mas dívida chega aos R$ 224,9 milhões

O Corinthians iniciou os pagamentos do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo criado para organizar parte de suas dívidas judiciais, mas o valor total do passivo segue em alta. Mesmo após desembolsar R$ 5,2 milhões nas duas primeiras parcelas, o clube viu a dívida subir de R$ 190,8 milhões para R$ 224,9 milhões em razão da incidência de juros.

Quando apresentou a lista de credores, em abril de 2025, o Corinthians estimava dever R$ 190,8 milhões em processos cíveis com execuções em andamento. Em setembro, esse valor já havia aumentado para R$ 192,7 milhões.

Após a aprovação do plano pela Justiça, em janeiro deste ano, o clube começou a cumprir o acordo em março. Naquele momento, a dívida corrigida já havia saltado para R$ 227,9 milhões. Segundo a diretoria financeira, a diferença ocorreu principalmente pela atualização dos valores com base na taxa Selic.

Na primeira parcela, paga em março, o Corinthians desembolsou R$ 2,5 milhões, reduzindo o total para R$ 225,3 milhões. No entanto, os juros voltaram a impactar o saldo em abril, elevando a dívida para R$ 227,6 milhões. Depois do pagamento de mais R$ 2,6 milhões, o passivo caiu para os atuais R$ 224,9 milhões.

Os débitos em aberto do Corinthians

O RCE envolve 32 processos judiciais e contempla 23 credores. Entre os principais nomes está o empresário Giuliano Bertolucci, que tem cerca de R$ 76,9 milhões a receber. Já a Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva aparece com outros R$ 11,4 milhões.

O valor total do plano gira em torno de R$ 450 milhões. Desse montante, os cerca de R$ 191 milhões iniciais correspondiam às execuções judiciais já em andamento. O pacote inclui débitos com empresários, fornecedores e jogadores, especialmente ligados a direitos de imagem. Ficam de fora, porém, as dívidas tributárias e o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal

Pelo acordo, o Corinthians terá dez anos para quitar os valores. No primeiro ano, 4% das receitas recorrentes do clube serão destinadas ao pagamento. O percentual sobe para 5% no segundo ano e passa para 6% a partir do terceiro.

Internamente, a diretoria considera o RCE um passo importante para reorganizar as finanças. Além de dar previsibilidade ao fluxo de caixa, o modelo evita bloqueios judiciais nas contas do clube, um problema recorrente nos últimos anos. Ainda assim, o desafio segue enorme. Afinal, a dívida bruta total do Corinthians gira em torno de R$ 2,7 bilhões.

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