Israel acusa Lamine Yamal de incitar ódio por exibir bandeira da Palestina
Por Jogada10
Publicado em 14/05/2026 10:50:53A exibição de uma bandeira da Palestina por Lamine Yamal durante a festa de título do Barcelona provocou reação do governo de Israel. O ministro da Defesa do país, Israel Katz, acusou o atacante de incentivar o ódio contra israelenses e cobrou uma posição pública do clube catalão.
A polêmica ganhou força depois que o jovem jogador compartilhou nas redes sociais uma imagem com a bandeira palestina. Com mais de 42 milhões de seguidores no Instagram, Yamal ampliou o alcance do episódio, que rapidamente repercutiu fora do ambiente esportivo.
Por meio de uma publicação em espanhol na rede social X (antigo Twitter), Katz associou a atitude do atleta ao atual conflito no Oriente Médio. “Lamine Yamal escolheu incitar contra Israel e fomentar o ódio enquanto os nossos soldados combatem a organização terrorista Hamas, que massacrou, violou, queimou e assassinou crianças, mulheres e idosos judeus a 7 de outubro”, declarou o ministro.
Além das críticas ao jogador, o integrante do governo israelense, inclusive, também pressionou o Barcelona a se posicionar oficialmente. “Como ministro da Defesa do Estado de Israel, não ficarei em silêncio diante da incitação contra Israel e contra o povo judeu. Espero que um clube grande e respeitado como o Barcelona se desmarque dessas declarações e deixe claro, de maneira inequívoca, que não há lugar para a incitação nem para o apoio ao terrorismo”, escreveu Katz.
Conflito teve início em 2023
Desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, o conflito matou 1,2 mil em território israelense, segundo autoridades do país. Em contrapartida, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 72 mil palestinos foram mortos na ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
Além das vítimas, a guerra devastou a região palestina. O conflito destruiu ou danificou mais da metade dos prédios de Gaza, enquanto hospitais, escolas e redes de infraestrutura entraram em colapso. Além disso, o conflito deslocou milhões de moradores ao longo da guerra e agravou a crise humanitária no território.
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