Bastidores do São Paulo fervem com possível saída de Rui Costa
Por Jogada10
Publicado em 14/05/2026 20:25:49A crise no São Paulo ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (14). Além da corrida contra o tempo para fechar com Dorival Júnior, a diretoria tricolor agora debate a continuidade de Rui Costa no cargo de executivo de futebol. O incômodo nos bastidores cresceu após a entrevista coletiva, onde Rui indicou que a vinda de Roger Machado foi uma decisão de “comum acordo”, o que foi interpretado por parte da cúpula como uma tentativa de “se proteger” e dividir a culpa pelo fracasso da aposta.
Segundo apuração da “ESPN”, uma ala influente do clube pressiona o presidente Harry Massis pela demissão imediata do executivo. O grupo alega que houve uma mudança de discurso por parte de Rui Costa, que anteriormente assumia maior protagonismo nas decisões do departamento de futebol. Apesar da pressão externa, o dirigente ainda mantém o respaldo de líderes do elenco, fator que pesa na balança de Massis antes de qualquer decisão drástica.
Os entraves para uma ruptura no Morumbi
Mesmo com a instabilidade, a saída de Rui Costa não é um processo simples. O executivo está há cinco anos no São Paulo e possui uma relação estreita com Dorival Júnior, o nome favorito para assumir o comando técnico. Além disso, o fator financeiro e a escassez de substitutos no mercado dificultam a troca. Nomes de peso da função, como Bruno Spindel, Marcelo Paz e Fabinho Soldado, estão consolidados em seus clubes atuais (Cruzeiro, Corinthians e Internacional, respectivamente).
A diretoria entende que buscar um novo executivo agora demandaria um investimento alto e poderia trazer ainda mais desordem ao processo de contratação do novo treinador. Outro ponto relevante é que a pressão pela demissão não atinge Rafinha, atual gerente esportivo, que segue com prestígio interno. O clima é de avaliação constante, mas o foco imediato permanece na reconstrução da comissão técnica para a sequência da temporada 2026.
Cenário político no São Paulo
Rui Costa ganhou ainda mais espaço nos bastidores após a saída de Carlos Belmonte, tornando-se o rosto principal do planejamento esportivo. A aposta na saída de Hernán Crespo para a chegada de Roger Machado foi vista como um movimento arriscado que, no fim, acabou gerando o desgaste atual. Agora, o executivo corre contra o tempo para mostrar que ainda possui capacidade de liderar a transição para a era Dorival.
O presidente Harry Massis terá que equilibrar as demandas da ala política, que exige mudanças estruturais, com a necessidade de estabilidade pregada pelos jogadores. O desfecho dessa queda de braço deve ocorrer nos próximos dias, em paralelo ao anúncio do novo comandante. Para o São Paulo, o objetivo é encerrar a semana com definições claras para acalmar os ânimos da torcida e retomar o caminho das vitórias no Campeonato Brasileiro.
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