Vasco segue no aguardo por reformas em São Januário e prazo aumenta
Por Jogada10
Publicado em 15/05/2026 14:01:04A diretoria do Vasco enfrenta um ritmo arrastado nas negociações para viabilizar financeiramente a reforma de São Januário. Diante da lentidão dos trâmites burocráticos e dos impasses comerciais, a cúpula cruz-maltina já trabalha internamente com um cenário realista. A tendência é que os operários não iniciarão as obras no estádio em 2026.
Para tirar o projeto do papel, o clube aposta na comercialização de cerca de 280 mil metros quadrados de potencial construtivo. Como a avaliação interna estipula o valor do metro quadrado em aproximadamente R$ 2 mil, os dirigentes projetam uma arrecadação total superior a R$ 500 milhões se o mercado absorver toda a capacidade disponível.
Nesse contexto, a principal alternativa da mesa foca no terreno do Marapendi, na Barra da Tijuca, visto que a região figura como uma das poucas áreas da capital fluminense capazes de receber um volume construtivo desse porte.
Atualmente, a expectativa dos dirigentes gira em torno das tratativas que a empresa SOD Capital conduz para adquirir essa área na Zona Oeste. Embora as partes não tenham assinado um contrato de exclusividade, o Vasco mantém um compromisso verbal com a gestora e, por essa razão, evita abrir conversas paralelas com outras incorporadoras interessadas.
Vasco tenta respeitar acordo
O comando vascaíno entende que empenhou sua palavra e pretende respeitar o acordo informal enquanto a empresa buscar o desfecho do negócio. Apesar dessa fidelidade momentânea, o clube adotará flexibilidade caso outra construtora conclua a compra do terreno e procure a colina com uma proposta concreta.
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A transferência do Marapendi, contudo, envolve uma engenharia financeira complexa que desacelera os avanços. Como a transação total orbita a casa dos R$ 500 milhões, o mercado imobiliário se move com extrema cautela. Essa lentidão ganha contornos ainda mais competitivos porque gigantes do setor, como Tegra, Cyrela e Multiplan, também disputam a compra do terreno, transformando o futuro de São Januário em um intrincado jogo de xadrez corporativo.
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