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Léo Pereira relembra origens e salienta resiliência no Flamengo

Por Jogada10

Publicado em 22/05/2026 19:03:05
Léo Pereira relembra origens e salienta resiliência no Flamengo

Nascido em Curitiba, capital do Paraná, Léo Pereira demorou a engrenar no Flamengo. Contratado em 2020 junto ao Athletico, o zagueiro de 30 anos relembrou o começo de trajetória que o levou a ser jogador de Copa do Mundo. Em material divulgado pelo próprio Rubro-Negro nesta sexta-feira (22/5), Léo relembrou onde tudo começou, incluindo notas ruins e traumas familiares.

Ele começou a carreira juvenil no Trieste, clube amador do bairro de Santa Felicidade. Assim, relembra o momento em que precisou sair de casa para poder morar no clube e se dedicar de vez ao futebol.

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“Eu era muito apegado às minhas raízes. Eu não queria deixar minha mãe sozinha porque também teve uma separação dos meus pais nesta época. Meses depois desta tragédia (sua casa pegou fogo). Quando eu olho o processo, eu penso: “Caramba, isso aconteceu para que eu pudesse ir para tal lugar”, então teve um momento de situações que agregaram para a minha história no futebol”, iniciou o defensor.

Léo Pereira, aliás começou como centroavante. Mas, por ser o mais alto e ter boa qualidade técnica, passou para volante, depois lateral-esquerdo e, por fim, zagueiro. Para poder atuar, porém, precisava melhorar suas notas no colégio, algo realizado com muito esforço.

“Eu ia mal demais em algumas matérias, faltava muito. Consegui reverter essa situação na escola, tirando notas muito boas e me dedicando muito. Treinava e estudava, treinava e estudava. Livro para lá, para cá, atividades extras. E aí eu virei meio que um exemplo de superação, consegui passar de ano”, relembrou.

Chegada ao Flamengo e desesperança

Muitos anos depois, após destaque no Athletico, deixou de vez Curitiba para se mudar para o Rio de Janeiro. Afinal, o Flamengo o contratou para fazer parte de um elenco recheado de talento. No início, porém, não houve flores. Ele recebeu muitas críticas em seus momentos iniciais na Gávea, perdendo a titularidade e gerando desconfiança.

“Você pensar que um jogador que quando chegou era muito criticado e muitas vezes desejavam a saída dele, é muito mais fácil para o clube e para todos os envolvidos você pegar e simplesmente emprestar ou vender. Naquele momento, você vê que aquele processo fez total sentido para minha formação como atleta e como homem”, analisou.

Agora, anos depois, o jogador demonstrou sua resiliência para virar um dos pilares do multicampeão Flamengo. Não à toa, em 2026, marco histórico: 300 jogos com a camisa rubro-negra. Além disso, suas primeiras convocações para a Seleção Brasileira, culminando na futura participação na Copa do Mundo. Léo, então, explicou qual foi a mudança de chave na carreira para alcançar tamanho sucesso.

“Nunca deixei de entregar, mesmo nos momentos ruins sempre estive disposto a correr riscos, a me expor e fazer aquilo que estivesse ao meu alcance para que eu pudesse representar milhões de torcedores e a minha imagem como jogador. Dentro disso, tem algo que mudou, não sei em que momento da minha vida, que eu consegui desfrutar mais dos momentos. Em 2022, eu joguei a final contra o Athletico na Libertadores e não consegui aproveitar o jogo, desfrutar, não tenho lembranças como eu tenho dessa final por exemplo contra o Palmeiras (2025). Então têm dois cenários na minha cabeça totalmente diferentes. Contra o Palmeiras eu tenho a reação dos torcedores, do técnico, dos meus companheiros. Eu consegui aproveitar e curtir o momento. Consegui fazer isso na Seleção também”, finalizou o craque.

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