Santos terá prioridade na compra do CT Rei Pelé em leilão marcado para agosto

Santos terá prioridade na compra do CT Rei Pelé em leilão marcado para agosto
Santos terá prioridade na compra do CT Rei Pelé em leilão marcado para agosto -

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) definiu para o dia 4 de agosto o leilão do terreno que abriga o CT Rei Pelé, centro de treinamento do Santos. Assim, a área de 39.027,56 m², que engloba toda a estrutura do complexo, tem valor estimado em R$ 79,7 milhões e já está disponível para recebimento de propostas desde 25 de maio.

Dessa forma, o edital prevê uma área construída de 2.922,34. Nela, estão localizadas as instalações das categorias de base, três campos de futebol, o hotel Recanto dos Alvinegros e o estacionamento.

O Santos terá direito de preferência na aquisição do imóvel. No último domingo, em entrevista à CNN, o presidente Marcelo Teixeira afirmou que a compra do CT representa uma das principais prioridades da atual gestão.

“Estamos num processo de edital junto ao Governo Federal da atual área do CT Rei Pelé. Ele serve ao profissional masculino e feminino, além do time sub-20. Ali pretendemos adquirir a área. Temos a preferência nesse processo licitatório. Aguardaremos as datas corretas para que o Santos também faça essa aquisição”, disse.

Entenda a situação

De acordo com as regras do leilão, o clube poderá exercer esse direito somente após a definição do vencedor da etapa de julgamento das propostas e o encerramento de todos os recursos administrativos.

A negociação do terreno se arrasta há anos. Em dezembro de 2021, ainda sob a presidência de Andres Rueda, o Peixe anunciou o envio de uma proposta à Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Já em maio de 2023, o clube formalizou a oferta para adquirir a área, mas o processo não avançou até o fim da gestão e continuou na administração de Marcelo Teixeira.

Em janeiro de 2024, o Santos comunicou que havia exercido o direito de compra do imóvel. O clube contou com o apoio do ex-deputado federal Júnior Bozzella, assessor da presidência do clube. Já em julho do ano passado, a diretoria demonstrava confiança na conclusão do negócio, apoiada por um crédito de R$ 70 milhões e por articulações junto ao Governo Federal.

No mês seguinte, porém, o Ministério Público Federal abriu uma investigação para apurar um possível favorecimento ao Santos no processo de venda do terreno. Em resposta, o clube afirmou que cumpriu todas as exigências legais para participar da licitação e negou qualquer irregularidade.

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