Ibañez se coloca à disposição de Ancelotti para qualquer função: ”Me sinto pronto”

COMO, ITALY - JULY 23: Roger Ibanez of Al-Ahli in action during the Como Cup played between Como and Al-Ahli at Giuseppe Sinigaglia Stadium on July 23, 2025 in Como, Italy. (Photo by Claudio Villa/Getty Images)
COMO, ITALY - JULY 23: Roger Ibanez of Al-Ahli in action during the Como Cup played between Como and Al-Ahli at Giuseppe Sinigaglia Stadium on July 23, 2025 in Como, Italy. (Photo by Claudio Villa/Getty Images) -

A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o zagueiro Ibañez vive um dos momentos mais marcantes da carreira. Convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial, o defensor relembrou a frustração de ter ficado fora da Copa de 2022 e destacou a emoção de finalmente integrar o grupo que representará o Brasil no principal torneio do futebol.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (09/6), o jogador ressaltou que a dimensão do evento ficou ainda mais evidente durante os primeiros dias de concentração.

“De frustração a emoção é totalmente diferente. É uma honra estar aqui. Acreditava que era um sonho muito distante, mas hoje está se realizando, momento muito importante na minha carreira. A ficha caiu, até por chegar aqui (na sala de coletiva) e estar tudo cheio. Isso mostra o evento o quão grande ele é e isso é importante para a gente.”, disse o zagueiro.

O defensor também foi questionado sobre o significado de disputar uma Copa do Mundo. Sem esconder o entusiasmo, classificou o torneio como o auge da carreira de qualquer atleta.

“Para mim é o maior evento para jogar. Como humano, é o maior para assistir, mas como jogador é mais que isso. O que posso dizer? É a melhor parte da minha vida eu acho.”

Zagueiro ou lateral?

Além da emoção pelo momento vivido, Ibañez demonstrou total disposição para ajudar a equipe onde for necessário. Com a lesão de Wesley e a necessidade de alternativas para a lateral-direita, o jogador aparece como uma das opções para o setor, embora garanta que ainda não recebeu orientações específicas sobre uma possível mudança de função.

“Conversa específica não. Ele é muito direto e reto no que quer dentro do grupo. Com Danilo o dia a dia sempre é muito bom, ele sempre esclarece as dúvidas que temos, seja de lateral ou zagueiro, porque ele faz as duas funções, e isso ajuda muito. Mas conversa específica não.”, destacou.

Mesmo sem saber qual será sua posição na estreia, o defensor reforçou que está preparado para qualquer cenário.

“Independente da posição, se lateral ou zagueiro, eu me sinto pronto, estarei pronto para representar a seleção do meu país.”, completou.

Trabalho com Ancelotti

Ao comentar a relação com Ancelotti, Ibañez destacou a objetividade do treinador italiano e afirmou que a clareza das orientações facilita sua adaptação.

“Para ser sincero, conversas assim longas de questões de lateral ou zagueiro não tive muitas com o Mister. Ele foi bem específico naquilo que ele queria e para mim o quão mais específico ele é, melhor para mim. Se diz quero que tu ataque, vou atacar. Se diz quero que tu defenda, eu vou defender.”

A versatilidade, aliás, não é vista pelo jogador como um problema. Embora reconheça que suas características sejam mais defensivas, ele acredita que pode contribuir também no apoio ao ataque.

“Acredito que isso do dia a dia dos treinos a gente vai evoluindo, entendendo mais, mas me sinto pronto, se tiver que jogar de lateral, se tiver que apoiar lá na frente também. Minhas características são mais defensivas sim, mas se precisar, por que não?”

Ibañez defende trajetória no futebol saudita

Outro tema abordado foi sua trajetória no futebol saudita. Quando deixou a Itália para atuar no Al Ahly, muitos questionaram se a mudança poderia afastá-lo da Seleção. Hoje, no entanto, Ibañez avalia que a transferência foi decisiva para sua evolução profissional.

“Acredito que nos primeiros meses talvez sim, de que me distanciaria de uma seleção brasileira, por não conhecer o país, a Liga, estar indo para algo que talvez estava em crescente ainda, não tinha muita visão das seleções, mas depois dos primeiros seis meses entendi que era sim o lugar para eu estar e percebi que cresci muito pessoalmente e profissionalmente.”

Ele também ressaltou o crescimento da liga saudita e o impacto da experiência em sua formação como líder.

“Acredito que na Arábia me fez crescer muito a parte profissional e de liderança, porque na Roma eu não era um dos capitães e hoje no Al Ahly sou. Me fez entender meu protagonismo e liderança dentro do time. Quando me transferi, acreditei na Liga, o quanto ela cresceria, e hoje temos jogadores de várias seleções que saíram de lá. Isso diz muito sobre a Liga, o quão grande está e o quão grande são os jogadores que saíram de lá.”

Ibañez pronto para a sua primeira Copa

Sobre a evolução da Seleção desde sua primeira convocação após a Copa do Catar, o defensor lembrou o processo de renovação iniciado justamente em um duelo contra Marrocos, adversário da estreia brasileira no Mundial.

“Depois da Copa fui convocado para esta partida, acredito que naquela época a Seleção fazia uma reestruturação e muitos que estavam na Copa do Catar não estavam na convocação, teve muitos jogadores novos. Três anos depois estou aqui, acredito que pelo trabalho que fiz. Independente de ser zagueiro ou lateral, estou pronto para qual for a posição que jogue.”

Por fim, Ibañez minimizou a possibilidade de enxergar a Copa como uma oportunidade individual para ganhar espaço durante a competição. Para ele, o sucesso depende do coletivo.

“Engrenagem não depende de duas ou três peças, mas sim de um corpo inteiro. Os convocados que estão aqui merecem estar aqui e cada um que estiver em campo vai dar o seu melhor para realizar o sonho de conquistar a Copa do Mundo.”, finalizou.

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