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Como foi o Brasil na Copa do Mundo de 2010

Por Jogada10

Publicado em 07/06/2026 07:38:08
Como foi o Brasil na Copa do Mundo de 2010

Renovada após a decepção na Alemanha, o Brasil chegou em um momento de transição à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Mesmo assim, a Seleção conquistou títulos durante o ciclo, que animaram o torcedor, apesar do elenco não ser dos mais estrelados. Entretanto, mais uma vez a eliminação veio nas quartas de final e novos culpados foram eleitos pela crítica.

Após a eliminação em 2006, a CBF decidiu inovar e trouxe Dunga para comandar a Seleção. Apesar da experiência, o ex-capitão nunca havia assumido um cargo desse nível, o que causou uma certa desconfiança. Entretanto, o técnico conseguiu ganhar moral com a conquista da Copa América de 2007. Mesmo com diversos desfalques, o Brasil ficou com o bicampeonato do torneio vencendo a Argentina, recheada de craques, na final, por 3 a 0.

Porém, nas Eliminatórias, o desempenho não correspondeu. Nas primeiras 11 rodadas, a Seleção venceu quatro jogos, perdeu um, para o Paraguai, e empatou outras seis vezes, com atuações que oscilavam bastante e geravam críticas ao treinador. Em meio a isso, veio a eliminação para a Argentina na semifinal das Olimpíadas, com Dunga no comando, que aumentou a pressão sobre o técnico.

Entretanto, em 2009, as coisas voltaram a dar certo. O Brasil venceu cinco jogos consecutivos nas Eliminatórias e garantiu a classificação para a Copa com quatro rodadas de antecedência, em uma vitória contra a Argentina por 3 a 1, com grande atuação de Luís Fabiano. Além disso, a Seleção conquistou o título da Copa das Confederações, vencendo os Estados Unidos na final, após ter saído perdendo por 2 a 0 e conseguido a virada.

Na convocação, muita polêmica. Afinal, Dunga deixou de lado o clamor popular pelos jovens Neymar e Ganso, que brilhavam pelo Santos, e também não levou Adriano, que havia sido campeão brasileiro com o Flamengo no ano anterior. A grande surpresa ficou por conta do atacante Grafite, do Wolfsburg, que havia sido convocado apenas duas vezes. Ao todo, o técnico chamou oito remanescentes de 2006: Lúcio, Gilberto Silva, Kaká, Júlio César, Juan, Luisão, Gilberto e Robinho. Os três primeiros, junto com Kleberson, que retornava ao torneio, eram os únicos campeões do elenco e iam para o seu terceiro Mundial.

Fase de grupos

A estreia brasileira foi contra a Coreia do Norte, que fazia seu primeiro jogo em Copas. Contudo, a Seleção teve muitas dificuldades para vencer a retranca asiática, que jogava com oito jogadores na defesa. Os gols vieram apenas no segundo tempo. Maicon recebeu pela direita e chutou cruzado, entre o goleiro e a trave, quase sem ângulo, abrindo o marcador. Depois, Robinho deu passe para Elano na área, que chutou cruzado para marcar. Já na reta final de jogo, Ji Yun-Nam invadiu a área sozinho e finalizou firme para descontar.

Contra a Costa do Marfim, o ataque brasileiro conseguiu aparecer mais. Kaká, que não havia tido uma boa estreia, fez boa jogada pelo meio e tocou para Luís Fabiano, que chutou forte no alto para marcar. No segundo tempo, o Fabuloso ganhou da defesa, chapelou o adversário, dominou com o braço, para o protesto dos africanos, e chutou no canto para ampliar. Na sequência, Kaká cruzou rasteiro na área e Elano fez o terceiro. Por outro lado, nos minutos finais, Drogba recebeu cruzamento sozinho na área e cabeceou para descontar.

Entretanto, a partida ficou marcada pela conveniência do árbitro francês Stephane Lannoy com a violência, além do erro no segundo gol brasileiro. Inclusive, após entrada forte de Cheick Tioté, Elano, principal jogador da Seleção no torneio, se lesionou e não voltou mais.

Na última rodada, um jogo sem graça e morno contra Portugal, que precisava de um empate para se classificar. Sem gols, o Brasil garantiu a liderança do grupo. Porém, o grande lance da partida veio do banco de reservas. Sem ver criatividade em campo, Dunga olhou para o auxiliar Jorginho, apontando para o banco de reservas, sem ver grandes soluções nos jogadores para a partida. A cena gerou questionamentos sobre a qualidade do elenco e como ele poderia sustentar uma boa campanha no torneio. Além dos problemas com o time, o treinador também tinha problemas com a imprensa, com discussões com jornalistas em entrevistas coletivas.

Freguesia nas oitavas

No primeiro confronto do mata-mata, a Seleção iria encarar o Chile, que tinha sido a principal vítima desde que Dunga assumiu o comando da equipe. O treinador escalou Ramires na vaga de Elano. Sem muitos problemas, o Brasil conseguiu chegar à classificação da mesma forma que atuou nos outros quatro confrontos do ciclo, com quatro vitórias brasileiras.

Ainda no primeiro tempo, Maicon cobrou escanteio e Juan subiu mais alto para abrir o marcador. Três minutos depois, Robinho puxou contra-ataque pela esquerda e tocou para Kaká, que deu passe de primeira para Luís Fabiano invadir a área, driblar o goleiro e marcar o segundo. Por fim, depois do intervalo, Ramires fez boa jogada individual pelo meio e tocou para Robinho bater colocado e fechar o marcador.

Mais uma eliminação

Para as quartas de final, a Seleção voltava a encarar a Holanda. Dunga não contava com Ramires e colocou Daniel Alves no meio, deixando de lado jogadores da posição que estavam no elenco. Apesar disso, o Brasil teve o seu melhor primeiro tempo na competição. Felipe Melo acertou um belo lançamento para Robinho, que saiu na cara do goleiro para abrir o marcador.

Entretanto, logo no começo da segunda etapa, as coisas começaram a desandar. Sneijder cruzou na área, Felipe Melo atrapalhou Júlio César, a bola desviou no volante e entrou. Na sequência, após cobrança de escanteio, Kuyt desviou no primerio pau e deu assistência para Sneijder, que, sozinho, cabeceou para virar o jogo. Por fim, a situação ainda piorou quando Felipe Melo perdeu a cabeça e deu um pisão em Robben após dividida, sendo expulso.

Na sequência, os holandeses eliminaram o Uruguai e chegaram à decisão pela terceira vez. Entretanto, mais uma vez, ficaram com o vice-campeonato. Na decisão, vitória da Espanha, que vinha com uma grande geração, com gol de Iniesta, na prorrogação.

Mais uma vez, a campanha brasileira terminava nas quartas de final, com muitas críticas ao treinador. Afinal, a limitação dos jogadores convocados foi um dos principais alvos contra Dunga, além do psicológico de Felipe Melo, que contribuiu com a eliminação. Dali em diante, o foco era na renovação e no conserto para a Copa do Mundo que aconteceria no Brasil em 2014.

Jogadores convocados

Goleiros:
Júlio César – Internazionale (ITA)
Gomes – Tottenham (ING)
Doni – Roma (ITA)

Laterais
Maicon – Internazionale (ITA)
Daniel Alves – Barcelona (ESP)
Michel Bastos – Lyon (FRA)
Gilberto – Cruzeiro

Zagueiros
Lúcio – Internazionale (ITA)
Juan – Roma (ITA)
Luisão – Benfica (POR)
Thiago Silva – Milan (ITA)

Meias:
Gilberto Silva – Panathinaikos (GRE)
Kaká – Milan (ITA)
Felipe Melo – Juventus (ITA)
Elano – Galatasaray (TUR)
Josué – Wolfsburg (ALE)
Ramires – Benfica (POR)
Kleberson – Flamengo
Júlio Baptista – Roma (ITA)

Atacantes:
Robinho – Santos
Luís Fabiano – Sevilla (ESP)
Nilmar – Villarreal (ESP)
Grafite – Wolfsburg (ALE)

Ficha técnica

Campeã: Espanha
Vice-campeã: Holanda
Final: Espanha 1 x 0 Holanda
Artilheiros: Thomas Müller (Alemanha), David Villa (Espanha), Diego Furlán (Uruguai) e Wesley Sneijder (Holanda) – cinco gols
Colocação do Brasil: 6º lugar (eliminado nas quartas de final)
Artilheiro do Brasil:  Luís Fabiano – três gols
Resultados do Brasil: Brasil 2 x  1 Coreia do Norte | Brasil 3 x 1 Costa do Marfim | Brasil 0 x 0 Portugal | Brasil 3 x 0 Chile | Brasil 1 x 2 Holanda

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