Como foi o Brasil na Copa do Mundo de 2022
Por Jogada10
Publicado em 10/06/2026 07:41:32Com ainda mais expectativa do que em 2018, o Brasil chegou para a Copa do Mundo do Catar mantendo o status de favorita. Afinal, a Seleção fez sua melhor campanha nas Eliminatórias e voltou a vencer a Copa América. Entretanto, no Mundial, caiu novamente para uma equipe europeia nas quartas de final, o que colocou em dúvida os testes realizados pelo time ao longo do ciclo.
Apesar da eliminação na Rússia, a CBF deu um voto de confiança à Tite e renovou o seu contrato, algo que não acontecia desde 1978, quando Cláudio Coutinho seguiu no comando depois do Mundial da Argentina. Contudo, com um ciclo completo pela frente, a expectativa era que o treinador conseguisse aprimorar ainda mais o seu trabalho.
Depois de 30 anos, o Brasil voltou a sediar a Copa América e teve dificuldades na primeira fase. Depois de bater a Bolívia na estreia, empatou com a Venezuela e goleou o Peru. Nas quartas de final, mais uma vez o confronto contra o Paraguai foi para os pênaltis, mas desta vez com final feliz. Entretanto, havia um clima de desconfiança, superado na vitória contra a Argentina nas semifinais. Por fim, na decisão, reencontro contra os peruanos e o título veio após o triunfo por 3 a 1.
No começo de 2020 veio a pandemia de Covid-19, que atrapalhou a preparação e o início das Eliminatórias. Porém, quando a qualificatória começou, a Seleção conseguiu se sobressair e fez a sua melhor campanha no torneio. Contudo, foram 14 vitórias e três empates, com 45 pontos somados, sem dificuldades para garantir a vaga com cinco rodadas de antecedência, ao vencer a Colômbia.
Entretanto, no ano seguinte, recebeu mais uma edição da Copa América, em meio a muitas críticas por conta da pandemia. No torneio, chegou mais uma vez à decisão, mas perdeu para a Argentina, encerrando um jejum de 28 anos dos hermanos. No reencontro com a Albiceleste, uma nova polêmica, já que jogadores argentinos não cumpriram a quarentena para entrar no país, com o jogo sendo paralisado pela Anvisa e, posteriomente, cancelado.
Contudo, o trabalho de Tite passou a gerar desconfiança, mesmo com o bom desempenho nas Eliminatórias. Afinal, a Seleção não enfrentava uma equipe europeia desde março de 2019, quando enfrentou a República Tcheca. A CBF alegava que as seleções do Velho Continente não tinham agenda livre, por conta da Liga das Nações e Eliminatórias da Euro. Contudo, imprensa e ex-jogadores apontavam que os testes brasileiros poderiam criar uma ilusão quanto ao nível da equipe.
Na convocação, Tite manteve nove remanescentes em relação à 2018: Thiago Silva, Neymar, Alisson, Éderson, Danilo, Marquinhos, Casemiro, Fred e Gabriel Jesus. O primeiro estava em seu quarto Mundial, igualando a marca de Castilho, Nilton Santos, Djalma Santos, Pelé, Leão, Cafu e Ronaldo. Por outro lado, Daniel Alves, cortado por lesão na Rússia, chegava para sua terceira Copa como o jogador mais experiente do elenco e com voto de confiança do treinador. Além do lateral, Neymar também participaria do torneio pela terceira vez.
Fase de grupos
Em sua chave, o Brasil reencontrou Suíça e Sérvia, que também estavam no grupo da primeira fase de 2018. Na estreia, os sérvios eram os adversários. A Seleção criou pouco na primeira etapa, mas voltou melhor na segunda etapa, abrindo o marcador com Richarlison, aproveitando rebote em chute de Vinicius Júnior. Inclusive, o atacante estava inspirado e, onze minutos depois, recebeu belo passe de Vini, dominou no alto e acertou um voleio para ampliar, marcando o gol mais bonito daquela Copa. Entretanto, a partida terminou com preocupação, já que Neymar deixou o gramado sentindo o tornozelo direito. Além do craque, Danilo também deixou a partida lesionado.
Sem o seu principal craque, a Seleção teve muita dificuldade para encarar a Suíça. O Brasil não conseguiu ter criatividade no meio e goleiro Sommer só foi exigido uma vez na partida. Entretanto, já nos minutos finais, Casemiro recebeu passe de Rodyrgo e acertou um belo chute para decretar a vitória brasileira. Contudo, mais uma vez, a equipe teve uma baixa por lesão, desta vez com Alex Sandro, que sentiu o quadril.
Já classificado, Tite optou por entrar com um time reserva na última rodada, contra Camarões. Em três oportunidades, Gabriel Martinelli parou no goleiro Epassy, que também salvou em finalização de Éder Militão. Porém, já nos acréscimos, Aboubakar subiu sozinho na área e marcou o gol que decretou a primeira derrota brasileira para uma seleção africana em Copas. Entretanto, as lesões voltaram a assombrar o Brasil, já que Alex Telles e Gabriel Jesus deixaram a partida machucados e, posteriormente, foram cortados do torneio.
Melhor atuação nas oitavas
Para o duelo das oitavas de final, contra a Coreia do Sul, o Brasil teve o retorno de Neymar e Danilo. Entretanto, por conta das ausências de Alex Sandro e Alex Telles, o lateral teve que jogar improvisado na esquerda, e Militão na direita, o que gerou críticas a convocação de Daniel Alves. Afinal, o jogador não apresentava condições físicas para atuar em um confronto alta intensidade.
Na partida, os coreanos foram para cima e deixaram muito espaço na defesa, fazendo com que a Seleção encontrasse muito espaço no ataque. Raphinha cruzou rasteiro e Vini Júnior abriu o marcador, aos sete minutos. Seis minutos depois, Richarlison foi derrubado na área e sofreu pênalti, que Neymar cobrou com categoria para ampliar. O atacante apareceu mais uma vez após boa troca de passes e fazer o terceiro. Por fim, ainda no primeiro tempo, Paquetá recebeu cruzamento de Vini e consolidou a goleada. Entretanto, depois do intervalo, Alisson teve bastante trabalho e os Tigres descontaram com Paik Seung-Ho, em belo chute de fora da área.
Faltavam só quatro minutos…
Pela quarta vez em cinco Copas, o Brasil iria encarar uma seleção europeia para tentar a chegar à semifinal, desta vez a Croácia. Inclusive, a única vez que havia se classificado antes tinha sido em 2014, contra a Colômbia. Pela primeira vez no torneio, Tite conseguiu repetir a escalação do jogo anterior. Entretanto, a Seleção sofreu com o meio de campo croata e não conseguiu produzir na primeira etapa. No segundo tempo, Livaković fez três grandes defesas em chutes de Richarlison, Paquetá e Neymar, garantindo o empate sem gols.
Na prorrogaação, o Brasil conseguiu abrir o marcador nos acréscimos no primeiro tempo. Neymar recebeu de Paquetá, fez boa jogada individual, passou pelo goleiro e marcou um belo gol. Porém, mesmo com a vantagem no marcador, a Seleção seguiu em cima e deixou espaços na defesa. Em um contra-ataque, Bruno Petkovic recebeu na entrada da área, finalizou, a bola desviou em Marquinhos e entrou, empatando a partida. Com isso, a decisão da vaga ia para os pênaltis.
Nas penalidades, Vlašić começou acertando. Porém, Rodrygo parou em Livaković na primeira cobrança brasileira. Na sequência, Majer, Casemiro, Modrić, Pedro e Oršić converteram. Entretanto, Marquinhos mandou na trave e, mais uma vez, a Seleção ficava pelo caminho.
Com a nova eliminação, Tite encerrou seu ciclo na Seleção com novas críticas. Além dos protestos pela convocação, o treinador recebeu reclamações por ter deixado o gramado após o fim das penalidades, sem ir conversar com os jogadores. Por fim, a Croácia pararia na Argentina de Messi, que chegou à final e fez a melhor decisão da história das Copas. Após o empate em 3 a 3 com a França, os hermanos se sagraram tricampeões mundiais ao vencerem por 4 a 2 nas penalidades.
Jogadores convocados
Goleiros:
Alisson – Liverpool (ING)
Éderson – Manchester City (ING)
Weverton – Palmeiras
Laterais
Danilo – Juventus (ITA)
Daniel Alves – Pumas (MEX)
Alex Sandro – Juventus (ITA)
Alex Telles – Sevilla (ESP)
Zagueiros
Thiago Silva – PSG (FRA)
Marquinhos – PSG (FRA)
Éder Militão – Real Madrid (ESP)
Bremer – Juventus (ITA)
Meias:
Casemiro – Real Madrid (ESP)
Bruno Guimarães – Newcastle (ING)
Lucas Paquetá – West Ham (ING)
Fabinho – Liverpool (ING)
Fred – Manchester United (ING)
Everton Ribeiro – Flamengo
Atacantes:
Neymar – PSG (FRA)
Gabriel Jesus – Manchester City (ING)
Richarlison – Tottenham (ING)
Rodrygo – Real Madrid (ING)
Vinicius Júnior – Real Madrid (ING)
Raphinha – Barcelona (ESP)
Antony – Manchester United (ING)
Pedro – Flamengo
Gabriel Martinelli – Arsenal (ING)
Ficha técnica
Campeã: Argentina
Vice-campeã: França
Final: Argentina 3 (4) x (2) França
Artilheiros: Kylian Mbappé (França) – oito gols
Colocação do Brasil: 7º lugar (eliminado nas quartas de final)
Artilheiro do Brasil: Richarlison – três gols
Resultados do Brasil: Brasil 2 x 0 Sérvia | Brasil 1 x 0 Suíça | Brasil 0 x 1 Camarões | Brasil 4 x 1 Coreia do Sul | Brasil 1 (2) x (4) 1 Croácia
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