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ONU pressiona EUA a ajustar política migratória durante a Copa do Mundo 2026

Assunto ganhou força após árbitro da Somália ser impedido de entrar no país

Por Jogada10

Publicado em 10/06/2026 10:26:00 Atualizado em 10/06/2026 10:48:38
ONU pressiona EUA a ajustar política migratória durante a Copa do Mundo 2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou aos Estados Unidos que reavaliem a aplicação de sua política migratória durante a Copa do Mundo de 2026. O chefe de direitos humanos da entidade, Volker Türk, demonstrou nesta quarta-feira (10) preocupação com as recentes restrições de entrada no país e alertou para os possíveis impactos sobre atletas, árbitros, membros de delegações, jornalistas e torcedores que participarão do torneio.

“Sinceramente, eu espero que haja uma reflexão profunda sobre a maneira como a aplicação das políticas migratórias afeta os direitos humanos e a dignidade humana. Especificamente durante a Copa do Mundo. Que os Estados Unidos repensem políticas que, infelizmente, parecem prevalecer atualmente no país”, afirmou Türk.

O debate ganhou força após episódios envolvendo profissionais ligados ao Mundial que enfrentaram dificuldades para ingressar em território norte-americano. Um dos casos mais repercutidos foi o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que acabou impedido de entrar nos Estados Unidos mesmo com visto válido, o que aumentou as críticas à política migratória adotada pelo governo norte-americano.

Outro caso que chamou a atenção foi o do atacante Aymen Hussein, astro da seleção do Iraque, que passou sete horas sob interrogatório no Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, após ser detido pelas autoridades. O fotógrafo oficial da seleção foi retido na imigração por cerca de 10 horas em interrogatório antes de ter a entrada barrada.

Pressão por garantia de acessibilidade

Além disso, organizações de direitos humanos afirmam que o atual cenário tem criado um ambiente de insegurança e incerteza para quem pretende acompanhar a competição. Entidades internacionais, porém, apontam que medidas mais rígidas de controle migratório, restrições de vistos e ações de fiscalização podem dificultar a participação de profissionais da imprensa, trabalhadores do evento e torcedores estrangeiros.

Diante desse contexto, a ONU, portanto, defende que as autoridades norte-americanas adotem procedimentos que garantam o acesso de pessoas credenciadas e visitantes vinculados ao torneio. Respeitando, assim, os compromissos internacionais relacionados aos direitos humanos e à livre circulação durante grandes eventos esportivos.

Enquanto isso, a Fifa apenas acompanha o tema com atenção. A entidade ainda não se pronunciou oficialmente sobre os casos e informou apenas que respeita as leis migratórias de cada país membro.

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