Presidente da Fifa lamenta polêmica com árbitro da Somália, crise com Irã e faz apelo: “Queremos unir o mundo”
Por Jogada10
Publicado em 10/06/2026 19:06:35Um dia antes do pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, concedeu entrevista coletiva na Cidade do México. O membro de maior escalão da entidade máxima do futebol falou sobre as polêmicas recentes envolvendo os Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump, a seleção do Irã e o imbróglio do árbitro da Somália que teve seu visto negado.
O árbitro Omar Artan, da Somália, considerado como um dos melhores árbitros do continente africano, teve sua entrada nos Estados Unidos negada, mesmo em posse de um passaporte diplomático. Infantino lamentou a situação de Artan, mas afirmou que a Fifa não é uma entidade soberana para inteferir nas leis de um país.
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“É infeliz o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Não controlamos tudo, tentamos discutir. Mas às vezes é bom se acalmar. Estamos trabalhando em tudo, tentamos resolver as questões. Podem acreditar ou não quando digo que estamos buscando soluções, mas não somos reis do mundo, não temos controle sobre governos, policiais. Somos organização esportiva e fazemos o máximo com o que temos ao nosso dispor. Queremos unir o mundo. Se quiserem me criticar, podem criticar. Mas queremos unir o mundo”, disse o presidente da Fifa.
Irã x Estados Unidos
Outra grande polêmica envolvendo a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos foi sobre a presença do Irã. Em guerra com os Estados Unidos, o Irã teve sua participação no Mundial colocada em xeque, mas Infantino garantiu que a delegação iraniana seria bem recebida no torneio.
Não foi bem o que aconteceu, uma vez que os vistos dos integrantes do time e de federação demorou para ser emitido, e com isso, a seleção mudou sua base dos Estados Unidos para o México. Infantino celebrou que, no fim de tudo, o Irã vai disputar a Copa do Mundo.
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“Em relação ao Irã, eu estou muito feliz, porque eu mesmo os visitei em março deste ano. Quando as pessoas disseram que seria impossível eles virem para a Copa do Mundo, eu prometi que viriam, eu mesmo dirigiria o ônibus, se fosse preciso. Esse é o espírito do futebol. Claro que há desafios. Não sabemos quem mais seria capaz de garantir circunstâncias como essa, sobre as quais não temos influência. Eu disse que o Irã jogaria e que isso seria algo positivo, porque estamos falando de futebol” iniciou o mandatário, que completou:
“Estou muito feliz por termos conseguido trazer a seleção do Irã para jogar nessa Copa do Mundo e tenho muito orgulho do trabalho da minha equipe. Fico grato aos governos dos três países-sede por fazerem isso acontecer. Há situações que ainda estamos lidando para garantir que tudo ocorra da forma correta”, concluiu.
Relação com Donald Trump
Por fim, Infantino falou sobre a sua relação de proximidade com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. De acordo com o presidente da Fifa, a relação entre os dois foi providencial para poder realizar a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Segundo Infantino, apesar de ter algumas diferenças com o presidente americano, o importante foi a concordância do impacto da Copa para o país.
“Eu tenho um excelente relacionamento com o presidente Trump, eu tive a oportunidade de conhecê-lo durante o seu primeiro mandato, e desde então nós trabalhamos juntos nesse segundo mandato. Sem o envolvimento do presidente e a participação dele, acho que seria simplesmente impossível organizar o Mundial nos EUA. Ele entendeu imediatamente o impacto que a Copa teria e instruiu sua equipe a auxiliar. Claro que existem algumas questões que precisam ser levadas em consideração e conversamos sobre isso desde o inicio. Porém, ter a oportunidade tratar dessas questões com ele e sua equipe foi o ponto chave para garantir o êxito desse relacionamento, essa é minha opinião”, destacou o italiano.
Preços dos ingressos
Recentemente, a procuradoria geral de Nova York formalizou uma investigação sobre a Fifa e a venda de ingressos para os jogos da Copa do Mundo. De acordo com a imprensa local, o motivo da abertura do processo foi por conta dos preços abusivos dos bilhetes para as partidas e da forma com que eles estavam sendo vendidos e revendidos. Infantino falou sobre os valores e destacou a organização da Fifa para realizar as vendas.
“Quando colocamos os ingressos à venda, eles passam para um mercado secundário, que aqui é totalmente legal, e isso eleva o preço significativamente. Isso demanda muita pesquisa. Eu posso dizer que nós estamos tranquilos em relação a isso. Nós estamos abertos a investigação, mas o que é mais importante é que cada dólar que nós geramos, volta. Nós investimos e fazemos isso graças a receita que nós geramos. Os ingressos da Copa do Mundo estão conectados com os eventos que acontecem antes do jogo ou no intervalo”, finalizou o presidente da Fifa.