Romário relembra jejum do Brasil antes do tetra: “Nessa hora que o grande jogador aparece”
Por Jogada10
Publicado em 12/06/2026 11:41:17A Seleção Brasileira inicia mais uma Copa do Mundo carregando um peso que Romário conhece bem. Assim como aconteceu em 1994, o Brasil chega ao torneio após um longo período sem conquistar o principal título do futebol mundial. Naquele momento, eram 24 anos de espera pelo tetra. Agora, a missão da equipe comandada por Carlo Ancelotti é encerrar o mesmo jejum.
Principal personagem da campanha histórica nos Estados Unidos, Romário acredita que a pressão faz parte do caminho para quem veste a camisa da Seleção. Mais do que isso, o ex-atacante vê nos momentos decisivos a oportunidade perfeita para que novos protagonistas surjam.
“Cara, eu posso dizer assim, no fundo depende de cada um. Eu particularmente uso bem a pressão. Para mim, o jogo grande me motiva, a pressão e a responsabilidade de decidir me dão um tesão do car… Assim como hoje, em 94 também estávamos há 24 anos sem ganhar um Mundial. Eu sabia que aquela seria a minha Copa, e que tínhamos uma seleção com total capacidade de trazer o tetra”, disse, em entrevista ao ge.
A Copa que consagrou o Baixinho
A confiança demonstrada por Romário antes do Mundial de 1994 se confirmou dentro de campo. O atacante foi o principal nome da campanha brasileira rumo ao tetracampeonato.
Na fase de grupos, marcou cinco gols e liderou o setor ofensivo da equipe. Nas oitavas de final, deu a assistência para Bebeto marcar contra os Estados Unidos, no lance eternizado pela comemoração do “embala neném”.
Já nas quartas de final, brilhou novamente ao marcar um dos gols da vitória sobre a Holanda. Na semifinal, decidiu contra a Suécia ao subir mais alto que a defesa adversária e garantir a classificação para a decisão.
Na final contra a Itália, Romário ainda assumiu a responsabilidade de cobrar um dos pênaltis da disputa que definiu o título. Curiosamente, ele não era cobrador habitual em seus clubes.
Recado para os atuais jogadores do Brasil
Ao analisar o cenário atual da Seleção, Romário reconhece que a pressão afeta todos os atletas. A diferença, segundo ele, está na maneira como cada jogador reage diante da responsabilidade.
Tem jogador que sente? Tem, claro! Na verdade, todo mundo sente, só que uns conseguem usar isso positivamente, outros se intimidam, se escondem. É nessa hora que o grande jogador aparece, que o cara diferenciado tem de assumir essa responsabilidade. Foi assim que rolou em 94, e espero que role agora também. Como eu já falei, o craque não precisa ser decisivo toda hora, mas na hora certa – completou.
A declaração surge justamente em um momento em que a Seleção busca construir novos líderes dentro de campo. Com nomes como Vini Jr., Raphinha, Rodrygo, Bruno Guimarães e Neymar no elenco, o Brasil tenta encontrar os protagonistas capazes de encerrar a longa espera pelo título mundial.
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