Das superstições ao fator Ancelotti: cinco motivos para acreditar no hexa
Por Jogada10
Publicado em 13/06/2026 15:48:09Depois de mais um ciclo, o Brasil tem uma nova chance de conquistar o hexa a partir de sábado, às 19h, quando a bola rolar para o jogo contra o Marrocos, em Nova Jersey. Mas a fase da Seleção não é das melhores, e a desconfiança é grande entre torcedores e especialistas do mundo todo. Há, afinal, motivos para crer no título da Copa do Mundo em 2026? O Jogada10 mostra que sim e traz cinco aspectos relevantes.
Superstições
A começar pelo número de superstições que envolvem a participação do Brasil. Faz 24 anos que vencemos o Mundial pela última vez – o mesmo período de jejum entre 1970 e 1994, quando Romário e companhia conquistaram o tetra.
Além disso, não ser o principal favorito e trazer na bagagem um ciclo complicado costuma ser sinônimo de volta por cima na Copa. Foi assim em 1994 e em 2002. Em ambas as ocasiões, por sinal, a Seleção Brasileira foi alvo de críticas e somou derrotas no ciclo.
Também há a questão do ambiente e dos palcos dos jogos. Afinal, jogar nos Estados Unidos também remonta ao tetra, já que o país norte-americano volta a sediar a competição após 32 anos e traz ótimas memórias.
Fator Ancelotti
O técnico italiano é o mais vitorioso entre os 48 que estarão na Copa. Pela primeira vez, assumiu uma seleção depois de mais de duas décadas recheadas de títulos por grandes clubes europeus. Carlo Ancelotti, aliás, sempre foi o sonho da CBF para este ciclo. Porém, o acordo só saiu em maio de 2025. Assim, o tempo de trabalho pode não ter sido o ideal, mas foi suficiente para fazer a equipe melhorar nas Eliminatórias e se classificar sem sustos.
Na história dos Mundiais, o Brasil sempre teve um comandante nascido no país. Mas os recentes fracassos e a falta de uma opção unânime reacenderam o debate por um treinador estrangeiro, que trouxesse ideias diferentes. Desde então, a adaptação de Ancelotti com o grupo de jogadores e a torcida brasileira têm sido positiva. Afinal, o respeito de ter um multi-campeão no banco de reservas é um fator importante.
Melhor zaga do mundo?
O Brasil é reconhecido por sempre ter ataques muito fortes. Em 2026, no entanto, é a defesa que chama a atenção. Isso porque, Marquinhos e Gabriel Magalhães são considerados dois dos melhores zagueiros do mundo atualmente. Soma-se a isso a origem italiana de Ancelotti, um berço de defesas fortes e bem protegidas.
Tanto é que as laterais terão titulares com características mais defensivas nesta Copa do Mundo, após o corte por lesão de Wesley. A expectativa é de que a Seleção sofra poucos gols e se exponha menos do que em outras Copas.
Auge de craques
Alguns dos principais jogadores brasileiros vão para o seu segundo ou terceiro Mundial e vivem fase de mais maturidade e experiência, como Marquinhos, Bruno Guimarães, Vini Jr e Raphinha, pilares do time.
Na Copa de 2022, o Brasil vacilou no momento crucial das quartas de final, contra a Croácia, levou um gol no fim e desperdiçou duas cobranças de pênaltis. Já em 2018, na mesma fase, o time fez um péssimo primeiro tempo e perdeu para a Bélgica.
Inclusive, desta vez a Seleção leva 15 remanescentes do último Mundial e deve repetir oito titulares na estreia contra o Marrocos. A média de idade dos convocados de Ancelotti é a sexta mais alta entre os 48 participantes.
Favoritos só na final
De acordo com o chaveamento, o Brasil não vai enfrentar Espanha ou França em nenhuma fase até a final. Ou seja, o fantasma das quartas de final está livre dos principais favoritos e terá mais tempo para embalar e ganhar confiança. E, em finais, a Seleção venceu 5 de 7 na história. Mas é bom ficarmos atentos, afinal, rivais como Portugal, Argentina e Holanda podem estar no caminho.