Dupla de mais de 1 bilhão de reais brilha e tira Suécia de condição de ‘azarão’
Por Jogada10
Publicado em 15/06/2026 14:52:27Pior europeu classificado para a Copa do Mundo, a Suécia começou muito bem a competição, goleando a Tunísia por 5 a 1, na noite de domingo (14), em Monterrey, no México. Para isso, contou com uma dupla que movimentou quase R$ 1.5 bilhão nas últimas janelas de transferência. Alexander Isak, do Liverpool, e Victor Gyokeres, do Arsenal, formam um dos ataques mais letais e participaram de três dos gols da seleção.
Durante as Eliminatórias, os suecos decepcionaram. Em condições normais, ficariam fora deste Mundial. Porém, garantiram a vaga através da participação na Liga das Nações, aproveitando a nova regra da Uefa. Afinal, em um grupo com Suíça, Eslovênia e Kosovo, foram os últimos, sem uma vitória sequer.
Isso trouxe uma condição de azarão, sobretudo porque o Grupo F é considerado uma dos mais equilibrados, com Holanda, Japão e a própria Tunísia, que fez a melhor campanha nas eliminatórias africanas. Com a goleada, a Suécia deu um passo importante para a classificação, já que o saldo será decisivo para uma hipotética terceira posição, caso seja derrotada nos dois próximos jogos.
Transferências históricas
Em 2025, Isak, hoje com 26 anos, deixou o Newcastle e assinou com o Liverpool. A negociação chegou a 150 milhões de euros (cerca de R$ 955 milhões). Já Gyokeres foi o maior artilheiro europeu na temporada 2024/25, com 54 gols, e fechou com o Arsenal, onde foi campeão inglês e vice da Liga dos Campeões. Sua transferência foi mais “modesta” do que a do companheiro: um total de 73.5 milhões de euros (o equivalente a R$ 430 milhões), somando as metas extras.
Ambos são centroavantes e, provavelmente, disputariam posição se atuassem juntos em um clube. No entanto, na seleção dividem espaço e o protagonismo. Contra a Tunísia, os dois saíram da área diversas vezes (Isak pela direita e Gyokeres, pela esquerda) e abriram espaço para os companheiros infiltrarem. Tanto que Ayari (duas vezes) e Svanberg balançaram as redes.
O DNA ofensivo da Suécia, por sinal, vem de gerações anteriores. Apesar de não entrar nos Mundiais como favorita e só ter uma final no currículo (contra o Brasil, em 1958), a seleção ocupa a 11a posição no ranking dos gols na história da competição, com 85. À sua frente, apenas campeões mundiais, Holanda e Hungria. Esta última marcou 87 e pode ser ultrapassada pelos suecos ainda na fase de grupos.
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