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Copa do Mundo. Dias 15 e 16. Lenny Kravitz assina a trilha sonora

Por Jogada10

Publicado em 18/06/2026 02:19:58
Copa do Mundo. Dias 15 e 16. Lenny Kravitz assina a trilha sonora

Lenny Kravitz compôs, em 1991, a trilha sonora perfeita da cobertura desta grandiosa Copa do Mundo. “Always on the run” mistura rock com funk e define com exatidão a presença do Jogada10 nos Estados Unidos. Entre deslocamentos, viagens, treinos, coletivas, gavetas (matérias agendadas para o dia seguinte), colunas, diários e vídeos, a quixotesca equipe de reportagem enfrenta alguns desafios que testam a resistência física e a parte mental. Na canção, o artista utiliza uma expressão que, dependendo do contexto, descreve alguém apressado e com um estilo de vida com pouco tempo para respirar. A letra encerra com hold on. Ou seja, “aguente firme”. A música, a propósito, não sai da cabeça. Afinal, a arte sempre nos acompanha. Para quem quiser conhecê-la com mais afinco, basta comprar o álbum “Mama Said”, um “discaralhaço”, como pontuaria o Biofá do canal “Alta Fidelidade”.

A rotina, em Condições Normais de Temperatura e Pressão (a famosíssima CNTP das aulas de Química), inclui o roteiro de sempre. Do hotel para o CT do New York Red Bulls, em Columbia Park. Em seguida, trajeto curto até o centro de Morristown, onde bate-se ponto no Riconcito – local do almoço que deveria pendurar a foto do correspondente do J10 por conta de sua fidelidade canina. Cerca de uma hora depois, a reportagem chega ao hotel da Seleção Brasileira para, na sequência, retornar à base. Engana-se, porém, quem acredita que o dia acabou e há, enfim, tempo para dar um rolê. A insônia produtiva está aí para provar o contrário durante a Copa.

Mancebo se espanta com a rotina

“Faço os meus vídeos e, no fim da tarde, já estou livre. Vocês que trabalham com o digital não param nunca. Eu não sei se eu suportaria esta rotina por tanto tempo”, observou, boquiaberto, um criador de conteúdos na flor da idade.

Ficar longe de casa por muito tempo demanda muito mais do que sentar-se à frente de um computador para digitar as notas. O enviado especial precisa deixar a casa em ordem, lavar as roupas, cuidar da própria saúde, manter a rotina de exercícios e fazer as compras da semana no supermercado. A outra opção é entregar-se ao sedentarismo e voltar para casa 20 quilos mais inchado. Isso sem mencionar os perrengues inesperados que aparecem no caminho e a falta de glamour, como, por exemplo, digitar uma matéria sentado no chão ou em um ônibus que chacoalha de um lado para o outro. Bons jornalistas, aliás, superam estas adversidades, seja em Belford Roxo ou na Times Square.

Este texto, baseado na troca sincera com o(a) amigo(a) internauta, serve para alertar alguns jovens que eventualmente podem marcar errado no próximo vestibular. O melhor remédio, porém, pelo menos por aqui, é desfrutar os jogos incríveis que a Copa do Mundo tem proporcionado, aproveitar esta experiência inigualável e, sobretudo, rir de si mesmo. “Can’t you take a joke, man?”, repetem os norte-americanos para aqueles interlocutores sem nenhum senso de humor.

*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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