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Copa do Mundo. Dias 24, 25 e 26. Cai o mito do japonês civilizado e sangue bom

Por Jogada10

Publicado em 29/06/2026 04:35:23

As imagens dos japoneses limpando os estádios por onde passam nas últimas Copas do Mundo e da torcida aguardando o sinal abrir para festejar a classificação em Tóquio viralizaram na internet. Um exemplo de cidadania e de uma nação extremamente desenvolvida. No entanto, não foi bem assim que a banda tocou no NRG Stadium, em Houston, no último domingo (28), durante as entrevistas coletivas do zagueiro Marquinhos e do técnico Carlo Ancelotti.

O mito do nipônico sangue bom caiu neste fim de semana. Na sala de imprensa, os jornalistas japoneses se recusaram a ceder os assentos aos brasileiros que fariam as perguntas ao defensor e ao treinador italiano. Um representante da Fifa precisou intervir e fazer um apelo três vezes ao microfone. Mas os civilizados e empáticos japoneses simplesmente ignoraram, deixando os colegas de profissão em pé. Ou ninguém entende inglês, tese que descartamos por conta do elevadíssimo nível cultural daquele povo.

Se o técnico do Japão falasse antes de Ancelotti e Marquinhos, os brasileiros oriundos do Terceiro Mundo cederiam certamente os seus lugares aos asiáticos. Aliás, profissionais de qualquer nacionalidade o fariam.

O Jogada10 está hospedado em um hotel colado ao NRG Stadium. Molezinha? Porém, trata-se de uma ilusão de ótica. O jornalista só acessa a sua área após uma caminhada de 25/30 minutos, serpenteando a arena. Antes disso, o contribuinte ainda precisa se dirigir à entrada de um outro hotel para alcançar a calçada.

Na prévia de Brasil x Japão, pela segunda fase da Copa do Mundo, ainda rolou aquela tradicional gincana promovida pelas arenas norte-americanas, algo que virou tradição nesta edição do torneio. As setas indicam um caminho, mas a entrada é por outro. E aí os profissionais se perdem por conta de informações conflitantes dos funcionários.

We’ve had a problem

Assim como Miami, Houston não passou uma boa impressão. A equipe de reportagem de J10 desembarcou às 22h no aeroporto da cidade, com fome. O Donaldo, entretanto, mandou fechar tudo. A opção foi apelar ao fast food. Ao sair para pegar o Uber, o choque. Aquele bafo raivoso do calor texano. Sensação térmica de 32 graus à noite e 45 durante o dia. Basta colocar os pés na rua para ficar suando. Parece até um lugar que conheço bem.

Alguns populares entraram em contato sugerindo alguns locais para visitar. Chance zero. Falta tempo até para respirar! Mas fica a curiosidade para conhecer o interior desta província, de olho, claro, em uma experiência antropológica. Sair de uma Nova York open minded para um Texas red neck seria interessante. Afinal, esta coluna é democrática e aberta ao contraditório.

*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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