Prêmio da Paz concedido pela Fifa a Donald Trump pode ser investigado
Por Jogada10
Publicado em 03/07/2026 11:38:04A decisão de Gianni Infantino de homenagear o presidente dos EUA, Donald Trump, com um Prêmio da Paz passou a ser alvo de pressão política na Europa. Cinquenta integrantes do Parlamento Europeu enviaram uma carta à Fifa pedindo que o Comitê de Ética da entidade investigue a atuação do dirigente.
Os parlamentares questionam a criação da premiação e, principalmente, a escolha de Trump como primeiro homenageado. O troféu, aliás, foi concedido em dezembro de 2025, durante a cerimônia do sorteio da Copa do Mundo 2026, em Washington.
No documento, os eurodeputados defendem que a Fifa esclareça os critérios adotados para conceder a honraria e avalie se Infantino desrespeitou as normas internas da entidade. Segundo eles, a apuração, inclusive, serviria para demonstrar que a organização aplica seus princípios de transparência, responsabilidade e neutralidade política de forma efetiva.
A iniciativa reúne parlamentares de 13 países europeus, com predominância de representantes das bancadas social-democrata, liberal e verde. A articulação é liderada pelo irlandês Barry Andrews, pela holandesa Lara Wolters e pelo dinamarquês Niels Fuglsang. A Fifa não se manifestou sobre o assunto.
Ofensiva contra o prêmio
A ofensiva recebeu o respaldo da organização internacional de direitos humanos FairSquare. Para a ONG, portanto, a carta representa a mais forte manifestação de líderes políticos europeus contra a gestão da Fifa desde 2015, quando o Parlamento Europeu cobrou a saída de Sepp Blatter da presidência da entidade em meio à crise que abalou a cúpula do futebol mundial.
De acordo com a FairSquare, Infantino pode ter violado o artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que exige neutralidade política de dirigentes da entidade.
A contestação ao prêmio, porém, não é inédita. Antes da mobilização dos eurodeputados, a Federação Norueguesa de Futebol (NFF) já havia protocolado uma reclamação formal junto à Fifa. A entidade também pediu que a honraria fosse extinta e segue como a única associação nacional a se posicionar oficialmente contra a iniciativa.
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