Com ajuda da Copa, “soccer” cresce nos EUA e passa o beisebol; veja números
Por Jogada10
Publicado em 04/07/2026 20:17:07Os Estados Unidos vivem seu tradicional feriado da Independência na onda do sucesso da Copa do Mundo e da seleção norte-americana. E o crescimento do “soccer” no país não é um caso isolado. A expectativa pelo torneio ajudou, sim, mas o esporte já superou até mesmo o beisebol em alguns números consolidados.
Dessa forma, ficaria atrás apenas do basquete e do líder futebol americano em termos de receitas e audiência recente, de acordo com estudos recentes. Um deles, divulgado pela SponsorUnited, revela que a Major League Soccer (MLS) alcançou arrecadação recorde no ano passado, com valores próximos a 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 9.5 milhões atualmente).
Na popularidade, o futebol já teria ultrapassado o beisebol entre os favoritos. Uma pesquisa do The Economist aponta que o “soccer” soma 10%, contra 9% do beisebol. Já o basquete contou com 17% dos votos e o futebol americano, sempre soberano, tem 37% da preferência. MMA e hóquei no gelo completam o top 5.
Ajudinha dos imigrantes
Muitos especialistas apontam que o alto número de imigrantes no país maquia os dados sobre o futebol. Afinal, dezenas de milhares de fãs que lotam os estádios têm ascendência latino-americana, onde o esporte é muito mais assistido e amado do que qualquer outro.
“Há um crescimento bastante grande, mas para o americano médio, talvez acima de 30 anos, parece impossível o futebol ter o mesmo engajamento do beisebol. Quem sabe um dia, mas vemos a diferença (entre futebol e beisebol) no nosso dia a dia, no noticiário”, opinou o advogado Jack Tillmann, ouvido pelo Jogada10.
Fato é que a MLS tem média de público superior a 20 mil pessoas desde antes da pandemia. Nesta estatística, o beisebol (com a MLB) segue à frente, ainda que longe da NFL. A liga de futebol, aliás, é a sétima maior do mundo em presença e a terceira que mais cresce em interesse no mundo, segundo a revista Sports Illustrated.
Seleção e o componente social
É da cultura norte-americana que as equipes das cidades e estados tenham mais força que as seleções. Por isso, é comum ver a comoção nas ruas quando uma franquia vence um campeonato, mas não é tradição se reunir para ver qualquer seleção dos Estados Unidos em ação, a menos que seja uma final olímpica.
No Brasil e em tantos outros países, bares, praças e eventos ficam lotados porque há um componente social relevante. Portanto, não se engane: milhões de americanos estão de olho na seleção de futebol, só não curtem se manifestar efusivamente em público. O time liderado pelo argentino Maurício Pocchetino enfrenta a Bélgica, na segunda-feira (06), às 21h, em Seattle, por uma vaga nas quartas de final.
Messi e outros craques atraem público
Quando abrigou a Copa pela primeira vez, em 1994, os Estados Unidos ainda viam o futebol como um esporte estranho. Mesmo que trinta anos antes ninguém menos do que Pelé tenha sido um garoto-propaganda de peso. O craque jogou pelo New York Cosmos de 1972 a 1974 e foi recebido por estádios lotados.
A concorrência com outros esportes tradicionais fez o soccer ter altos e baixos ao longo do tempo. Até que o investimento massivo, a partir da década passada, trouxe resultados mais sólidos. O astro inglês David Beckham foi um dos que apostou no futuro e trouxe Lionel Messi, em 2024, para o Inter Miami, clube do qual é sócio.
Antes, nomes de primeira prateleira mundial como Thierry Henry, Lampard, Kaká, Pirlo, Rooney e Ibrahimovic já tinham passado pela MLS na reta final de suas carreiras.
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