Romário critica Vini Jr por respeitar Ancelotti em pênalti: “Tem que ter atitude”
Por Jogada10
Publicado em 06/07/2026 23:24:22A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 continua rendendo fortes cobranças de grandes ídolos do futebol nacional. Em transmissão ao vivo na “RomárioTV”, o ex-atacante e herói do tetracampeonato de 1994, Romário, criticou duramente a postura de Vini Jr na derrota por 2 a 1 para a Noruega. O Baixinho questionou o fato de o camisa 7 ter acatado a ordem de batedores que o técnico Carlo Ancelotti definiu no lance do pênalti que Bruno Guimarães perdeu no primeiro tempo.
O meio-campista do Newcastle cobrou a penalidade, que Matheus Cunha sofreu aos 13 minutos da etapa inicial, após a comissão técnica estabelecer uma lista prévia que colocava cinco atletas à frente de Vini Jr. No entendimento de Romário, o atacante do Real Madrid precisava ignorar a hierarquia para assumir o protagonismo:
“Li que em relação aos pênaltis, nos treinamentos o Bruno Guimarães se saiu melhor do que ele (Vini Jr), e a ordem era o Bruno Guimarães bater esse pênalti. Está tudo certo, muito legal, ele respeitou a ordem do treinador, mas, irmão, tem que ter atitude… O Vini Jr é o protagonista, é o p* que nós temos na Seleção, pega essa p* dessa bola e bate a p* do pênalti, e tá resolvido.”
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Romário cobra falta de atitude e posse de bola da Noruega
Logo após focar no lance capital do primeiro tempo, o ex-centroavante expandiu as críticas para o comportamento coletivo da equipe canarinho no gramado. Romário demonstrou profunda indignação com o recuo do Brasil, ressaltando que uma seleção pentacampeã mundial jamais pode aceitar o domínio territorial e a posse de bola do selecionado europeu de forma passiva.
“O que mais faltou na Seleção Brasileira é aquilo que o jogador mais tem que ter, principalmente no jogo decisivo: atitude. O Brasil não teve atitude, a Seleção que é cinco vezes campeã do mundo não pode deixar uma seleção como a Noruega, que é uma boa seleção, ter 60, 70% de domínio de bola. Isso não existe!”
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Inversão de papéis histórica e críticas a Ancelotti
Assim sendo, a partir desse cenário, Romário direcionou as baterias para a estratégia tática que Carlo Ancelotti desenhou para o confronto decisivo. O ex-jogador lamentou a inversão histórica de papéis no cenário internacional, apontando que o Brasil agiu como um coadjuvante dependente de “uma bola”, enquanto os adversários ditaram o ritmo do jogo.
Desse modo, o Baixinho criticou as declarações pós-jogo do comandante italiano, que tratou o enredo da partida com naturalidade:
“A gente sempre ouviu dizer em Copa do Mundo que os adversários do Brasil jogam por uma bola. Ontem foi o Brasil que fez isso, é uma coisa impressionante. Não consigo entender essa forma que o Ancelotti montou o time, ele mesmo falou que o que aconteceu era mais ou menos esperado. Não pode esperar isso…”
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