Haaland entra para lista de carrascos do Brasil em Copas; veja quem são
Por Jogada10
Publicado em 07/07/2026 13:53:30Eliminar o Brasil em uma Copa do Mundo é para poucos. Ou nem tão poucos assim. Afinal, a Seleção acumula seis derrotas consecutivas em Mundiais somente neste século – a última delas para a Noruega, no último domingo, em Nova Jersey. Com dois gols, Erling Haaland entrou para a lista de carrascos que já contava com nomes de outros craques, além de alguns jogadores pouco conhecidos no cenário internacional.
A primeira grande decepção foi em 1950, no Maracanã. O gol do uruguaio Ghigghia, na final da Copa, é um triste marco na história do futebol brasileiro. De lá para cá, entre as alegrias de cinco títulos, diversos meia e atacantes europeus tiraram o Brasil do caminho e acessaram este grupo seleto.
Goleiros também brilham
Antes de quem balançou as redes, vale registrar a importância de goleiros rivais que desempenharam seu papel muito bem e pararam a Seleção. É o caso de Joël Bats, da França, em 1986; de Dominik Livakovic, da Croácia, em 2022, e Ørjan Nyland, nesta edição. Todos pegaram pênaltis nas partidas e fizeram outras defesas decisivas.
O noruguês, aliás, está sem clube e só havia feito um jogo pelo Sevilla, onde era reserva, neste ano. Além disso, agora soma mais nove participações com a seleção, entre amistosos e a Copa. Se não fosse por Nyland, o Brasil provavelmente teria levado a decisão da vaga nas quartas de final, ao menos, para a disputa de pênaltis.
1950 – Alcides Ghigghia (Uruguai)
Brasil e Uruguai empatavam em 1 a 1, o que era suficiente para garantir o primeiro título canarinho. Porém, aos 34 do segundo tempo, Ghigghia escapou pela ponta direita, chutou no canto esquerdo e contou com a falha do goleiro Barbosa. O Maracanã se calou, e a Celeste deixou a Seleção com o vice.
1966 – Eusebio (Portugal)
Ainda na primeira fase, Portugal surpreendeu o Brasil, então atual bicampeão, pelos pés de Eusebio. O craque daquela geração marcou duas vezes na vitória por 3 a 1 1 – o último deles faltando cinco minutos para o apito final.
1974 – Johan Cruyff (Holanda)
Neskens abriu o placar, mas foi Cruyff que teve uma atuação de gala. Afinal, o camisa 14 deu uma assistência para o companheiro e fechou o caixão com o segundo gol da vitória por 2 a 1 sobre a Seleção Brasileira, pela semifinal daquela Copa.
1982 – Paolo Rossi (Itália)
Esse carrega o selo oficial de carrasco canarinho. O centroavante italiano marcou três gols na fatídica partida no Estádio de Sarriá, pelas quartas de final. O terceiro, por sinal, saiu seis minutos depois de o Brasil empatar com Falcão e definiu o resultado de 3 a 2.
1990 – Claudio Caniggia (Argentina)
No único jogo de mata-mata entre as seleções em Copas, Caniggia anotou o gol do clássico e desclassificou o time comandado por Lazaroni nas oitavas. A jogada e o passe foram de Diego Maradona, o que também ficou marcado naquele Mundial. Mas foi o atacante cabeludo que entrou para a história.
1998 – Zinedine Zidane (França)
Mais um que mandou e desmandou no jogo e causou decepção ao Brasil. O meia francês fez dois gols de cabeça (algo incomum em sua carreira) e praticamente resolveu a final da Copa, impondo o segundo vice de nossa história.
2006 – Thierry Henry (França)
O único gol do confronto pelas quartas de final foi do atacante francês. Sem reação, a equipe de Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e companhia fez uma Copa abaixo do esperado e permitiu que mais um algoz dos Le Bleus entrasse na lista.
2010 – Wesley Sneijder (Holanda)
O baixinho holandês cruzou a bola do gol de empate (Felipe Melo marcou contra) e fez o segundo, de cabeça. Sneijder nunca mais marcou um gol no jogo aéreo na carreira, tornando-se um dos carrascos mais inusitados dos Mundiais.
2018 – Kevin De Bruyne (Bélgica)
Maestro do meio de campo belga, De Bruyne fez o segundo gol da partida decisiva, que complicou muito a situação da Seleção. Contando com o goleiro Courtouis e com a falta de pontaria do Brasil, os europeus decretaram a eliminação na Rússia, novamente nas quartas de final.
2022 – Bruno Petkovic (Croácia)
O nome menos conhecido da lista é também o mais improvável. Reserva de sua seleção, entrou e empatou o jogo na prorrogação, faltando quatro minutos para o fim. Nos pênaltis, a Croácia eliminou o Brasil.
2026 – Erling Haaland (Noruega)
Carrasco mais recente, o centroavante marcou duas vezes no segundo tempo e resolveu a parada para levar a Noruega às quartas de final. Foi a primeira vez em 36 anos que o Brasil parou nas oitavas e ficou fora dos oito melhores do mundo.