Balogun afirma que intervenção de Trump afetou o ambiente dos EUA na Copa
Por Jogada10
Publicado em 14/07/2026 12:25:42Folarin Balogun afirmou que a polêmica envolvendo a anulação da suspensão de seu cartão vermelho afetou a seleção dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo . Em entrevista ao programa CBS Mornings, o atacante reconheceu que a repercussão do caso interferiu na preparação da equipe antes da derrota para a Bélgica nas oitavas de final.
Dessa forma, o atacante explicou que o elenco precisou lidar com o “barulho externo” provocado pela decisão da Fifa, tomada após a intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar da pressão, o jogador entrou em campo contra os belgas, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.
“Minha reação inicial foi de felicidade por estar de volta à equipe. Mas, ao refletir, percebi que isso causaria muita controvérsia”, admitiu o atacante.
“E eu quase conseguia ver um pouco de nervosismo nos meus companheiros de equipe, porque é algo muito singular. Conforme o jogo se aproximava, eu tentava me concentrar o máximo possível, mas era difícil. Havia muita interferência externa e é difícil ignorá-la”, acrescentou.
Relembre a polêmica
A polêmica começou na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina. Após revisão do VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun por uma entrada no zagueiro Muharemovic.
No lance, o atacante atingiu o calcanhar do adversário em uma disputa de bola. Depois de analisar a jogada no monitor, Claus confirmou o cartão vermelho e anunciou a decisão pelo sistema de som do estádio. Balogun, por sua vez, considerou a expulsão injusta.
“Nem foi uma falta, então fiquei totalmente em choque. Acho que vocês puderam ver minha reação, mas eu só tive que aceitar a decisão e tentar estar presente para o meu time”, frisou.
“Quando algo não é intencional, nunca deveria ser cartão vermelho. Foi apenas uma situação infeliz e acho que isso nos pressionou muito mais do que o necessário”, completou.
Após o jogo, Donald Trump entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revisão da punição. A suspensão acabou anulada, fato que gerou repercussão internacional e abriu debate sobre a independência das decisões disciplinares da entidade.
Antes do confronto das oitavas de final, a Federação Belga tentou impedir a participação do jogador no confronto, mas a Fifa rejeitou o recurso. O atacante atuou normalmente, porém os Estados Unidos perderam por 4 a 1 para a Bélgica, em Seattle, e se despediram da Copa do Mundo. O caso dominou parte da cobertura internacional da eliminação da seleção americana.
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