Presidente de La Liga critica Copa com 64 seleções e diz que Infantino deve deixar a Fifa
Por Jogada10
Publicado em 21/07/2026 13:25:33O presidente da LaLiga, Javier Tebas, abriu fogo pesado contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e afirmou que a entidade deveria abandonar a ideia de ampliar ainda mais a Copa do Mundo. O dirigente espanhol classificou como prejudicial uma possível edição com 64 seleções e defendeu mudanças no comando da organização, com a saída de Infantino da presidência.
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Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Tebas disse que o crescimento do Mundial aumenta a concentração de receitas e atenção em uma competição de curta duração, enquanto os campeonatos nacionais enfrentam uma sobrecarga cada vez maior no calendário.
Na avaliação do dirigente, a estrutura do futebol depende principalmente das ligas domésticas, que realizam partidas durante praticamente todo o ano e movimentam clubes, atletas, funcionários e empresas ligadas ao esporte.
“A Copa do Mundo é o torneio mais importante, mas não pode ser o centro de tudo. O futebol não existe apenas por causa do Mundial. São as competições nacionais que sustentam toda a indústria”, afirmou.
“Destruindo a indústria do futebol”
Tebas também sugeriu que a Fifa deveria seguir um caminho contrário ao da expansão e reduzir o número de participantes da Copa. Para ele, aumentar o torneio criaria ainda mais problemas para um calendário que já considera excessivo.
“Estão destruindo a indústria do futebol, aquela que gera dezenas de milhares de empregos, por causa de um evento que dura 40 dias e para o qual apenas uma minoria dos jogadores vai”, declarou.
Além da discussão sobre o formato da Copa do Mundo, Tebas questionou a condução de Gianni Infantino à frente da Fifa. Segundo ele, o presidente da entidade já cumpriu seu papel e deveria deixar o cargo.
O dirigente espanhol também criticou medidas adotadas pela Fifa durante a Copa de 2026. Principalmente sobre a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun e a aplicação de pausas para hidratação durante as partidas.
Para Tebas, a entidade toma decisões sem transparência e prioriza interesses próprios em vez de atender às necessidades do futebol como um todo.
“A Fifa resolve as situações da maneira que considera conveniente, quando considera conveniente e de acordo com seus interesses, não necessariamente pensando no futebol”, afirmou.
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