“Parça” de Trump e pai condenado: conheça o homem que pode comprar a Copa
Por Jogada10
Publicado em 29/07/2026 13:40:41O plano da Fifa de vender uma participação comercial da Copa do Mundo para investidores privados ganhou um novo foco de críticas ao colocar Joshua Kushner no centro da operação. Bilionário e fundador da gestora Thrive Capital, o empresário lidera o grupo que negocia a compra de uma fatia da nova empresa criada por Gianni Infantino para administrar os direitos comerciais do Mundial. A proposta, entretanto, vai muito além do aspecto financeiro e reacendeu o debate sobre a aproximação da entidade com a família de Donald Trump.
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Embora Joshua Kushner tenha construído carreira própria no mercado de tecnologia e investimentos, seu sobrenome está diretamente ligado a uma das famílias mais influentes e controversas da política americana. Ele é irmão de Jared Kushner, marido de Ivanka Trump e um dos principais conselheiros do presidente dos Estados Unidos durante seu primeiro mandato. Segundo o jornal britânico The Times, pessoas envolvidas nas negociações afirmam que Jared também atua nos bastidores do projeto, mesmo sem aparecer oficialmente entre os investidores.
Elos fortes com o poder
As ligações da família Kushner acumulam episódios polêmicos. O patriarca, Charles Kushner, foi condenado por crimes como fraude fiscal, contribuições ilegais para campanhas eleitorais e manipulação de testemunhas. Um dos casos de maior repercussão envolveu a contratação de uma prostituta para comprometer o próprio cunhado em uma tentativa de impedir seu depoimento na Justiça. Charles cumpriu pena de prisão e acabou recebendo perdão presidencial concedido por Donald Trump em 2020. Foi nomeado embaixador dos EUA na França e em Mônaco no ano passado.
Joshua costuma se apresentar como uma exceção dentro da família. Casado com a modelo Karlie Kloss, da famosa agência Victoria Secret, ele afirma ser democrata e mantém distância pública das posições políticas de Trump. Ainda assim, sua participação na operação não reduziu os questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Justamente porque o projeto da Fifa surge em meio à relação cada vez mais estreita entre Infantino e Trump durante a Copa.
Projeto enfrenta rejeição de federações
A Thrive Capital administra cerca de 18,6 bilhões de libras (R$ 127,1 bilhões) em ativos e reúne investimentos em algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Agora, a gestora aparece como favorita para liderar um aporte bilionário na subsidiária comercial que a Fifa pretende criar. Pelo plano apresentado às 211 federações nacionais, investidores privados comprariam cerca de 20% da empresa, enquanto a entidade manteria o controle acionário e distribuiria incentivos financeiros às associações que aprovarem a proposta.
O projeto, porém, enfrenta forte resistência. Uefa, Concacaf e a Confederação Asiática criticaram a falta de transparência nas negociações. Inclusive, acusam a Fifa de tentar transformar a Copa do Mundo em um ativo financeiro permanente para fundos privados. Nos EUA, parlamentares democratas anunciaram uma investigação sobre as conexões entre Infantino, Trump e o grupo de investidores liderado por Joshua Kushner. A medida ampliou a pressão sobre o dirigente às vésperas da votação que decidirá o futuro comercial da principal competição do futebol mundial.
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