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Diretor da Fifa diz que Infantino “enganou” os funcionários da entidade

Por Jogada10

Publicado em 31/07/2026 15:18:04
Diretor da Fifa diz que Infantino “enganou” os funcionários da entidade

A proposta de Gianni Infantino para ampliar a participação de investidores privados nos negócios da Fifa provocou uma nova reação dentro da própria entidade. Kevin Lamour, diretor de operações da organização, criticou publicamente a condução do projeto e afirmou que os funcionários foram “enganados” durante o processo.

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Em declaração à agência de notícias Associated Press, Lamour questionou a transparência adotada pela cúpula da Fifa na elaboração do plano. O dirigente também afirmou que os trabalhadores da entidade não deveriam ser submetidos a “desprezo e intimidação”.

“É um projeto de uma pessoa só (…) Não apenas este projeto não deve seguir adiante, mas chegou a hora de os líderes políticos do futebol fazerem a si mesmos as perguntas certas e tomarem as decisões corretas”, afirmou Lamour.

Apesar das críticas, Lamour não apresentou sua renúncia do cargo o qual ocupa desde 2024.

“Se isso significar que perderei meu emprego, que assim seja. Entenderei e respeitarei essa decisão. Pelo menos dormirei bem esta noite”, completou.

Crise aumenta após renúncia

A manifestação de Lamour ocorre pouco depois da saída de Carlos Cordeiro, que deixou a função de assessor da presidência em meio à repercussão do projeto. As duas manifestações ampliam a pressão sobre Infantino justamente quando a Fifa tenta avançar com a proposta de reorganização de seus ativos comerciais.

A proposta de Infantino prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma estrutura avaliada em cerca de US$ 20 bilhões. O projeto estabeleceria, assim, a possibilidade de vender até 20% da nova empresa a investidores externos, operação que poderia gerar aproximadamente 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões). A companhia, portanto, concentraria direitos relacionados à Copa do Mundo e a outros grandes torneios organizados pela entidade.

A proposta, porém, provocou divergências no futebol internacional. As seis confederações continentais passaram a discutir os possíveis impactos do modelo, principalmente em relação à governança, à transparência e à autonomia das entidades nacionais.

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