Wenger detona projeto de Infantino e amplia a crise política na Fifa
Por Jogada10
Publicado em 04/08/2026 15:14:35A crise política em torno do presidente Gianni Infantino na Fifa ganha um novo e significativo capítulo. Nesta terça-feira (4), pela primeira vez desde a explosão da polêmica envolvendo a tentativa de vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, Arsène Wenger, diretor de desenvolvimento global da entidade desde 2019, rompeu o silêncio e se posicionou publicamente contra a ideia. A manifestação do francês impõe um duro golpe a Infantino, poucos dias depois de Uefa e Concacaf abandonarem o dirigente.
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Wenger era considerado até então um dos homens de confiança de Infantino. Em um comunicado distribuído à imprensa, ele fez questão de se desvincular completamente da proposta de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que administraria os ativos comerciais da entidade e venderia 20% de participação a fundos privados. A operação poderia arrecadar cerca de 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 milhões) e avaliava a nova companhia em aproximadamente 20 bilhões (R$ 102,6 milhões).
“Não estive envolvido neste plano estratégico e tomei conhecimento do projeto através da comunicação social”, afirmou Wenger.
“A decisão de retirar o projeto foi absolutamente necessária e inquestionável. Acredito firmemente em uma Fifa independente que sirva o nosso desporto com empenho, transparência e integridade”, completou.
Conflito político nos bastidores
As declarações têm peso político porque partem de um dirigente que integra a alta cúpula da entidade e, até agora, evitava expor divergências com Infantino. Segundo veículos europeus, a imprensa revelou o plano a Wenger, que nem sequer foi consultado sobre a criação da empresa.
A pressão sobre o presidente da Fifa começou na semana passada, quando veio à tona o projeto de transferir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo. O movimento mais contundente partiu da Uefa, que liderou um boicote às competições da entidade, sendo seguida logo depois pela Concacaf.
Assim, diante da revolta das confederações e da ameaça de um boicote europeu às competições organizadas pela Fifa, Infantino voltou atrás na sexta-feira passada (31) e anunciou o abandono definitivo da proposta.
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