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Fifa sai em defesa de Gianni Infantino em meio à pressão política

Por Jogada10

Publicado em 08/08/2026 23:29:55
Fifa sai em defesa de Gianni Infantino em meio à pressão política

A Fifa se posicionou neste sábado (8) sobre a pressão que Gianni Infantino vem sofrendo nos bastidores do futebol mundial. Em comunicado, a entidade defendeu o presidente, criticou as acusações recentes e afirmou que não aceitará tentativas de interferir no comando da organização fora das regras estabelecidas.

A crise ganhou força após a proposta de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a entrada de investidores privados nos direitos comerciais da Copa do Mundo e dos Mundiais de Clubes masculino e feminino. O projeto avaliava a empresa em 20 bilhões de dólares (R$ 101,6 bilhões) e buscava levantar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,3 bilhões) com a venda de uma participação minoritária. No entanto, a ideia encontrou forte resistência, principalmente na Europa, e Infantino desistiu do plano.

A Uefa liderou a oposição e chegou a anunciar que suas 55 associações-membro boicotariam competições da Fifa caso o projeto avançasse. Enquanto isso, Conmebol e CAF mantiveram apoio a Infantino. Ainda assim, o recuo não encerrou a crise política em torno do presidente.

Diante desse cenário, a Fifa afirmou que as associações-membro elegeram Infantino e que ele segue no cargo. A entidade também criticou uma tentativa de enfraquecer o presidente com alegações, insinuações e informações falsas. Segundo a organização, a Fifa contestará reportagens que considerar imprecisas ou enganosas.

Além disso, reportagens levantaram questionamentos sobre um pagamento feito pela Uefa a uma ex-funcionária durante o período em que Infantino ocupava o cargo de secretário-geral. O dirigente nega as acusações, enquanto a Uefa confirmou o pagamento e afirmou que ele seguia as regras da época. A relação próxima com Donald Trump também chamou atenção após Infantino entregar ao norte-americano o primeiro Prêmio da Paz da entidade, em dezembro de 2025.

Por fim, a Fifa reforçou que continuará trabalhando com suas 211 associações-membro e que aceita o escrutínio legítimo. A entidade também afirmou que qualquer disputa pelo comando deverá seguir seus estatutos e processos eleitorais.

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