Roberto Assaf: Flamengo em ritmo de tigre de papel derrota Vitória
Por Jogada10
Publicado em 09/08/2026 21:54:03Na teoria, o Flamengo – que ganhou, por obrigação, de 2 a 0 do Vitória – continuou no páreo do Brasileiro, mas a dificuldade para jogar contra um adversário frágil e temeroso, mostrou que a equipe carioca é um tigre de papel, e jamais alcançará o líder, com ou sem árbitros a favor. Se há problemas em tal momento, é de se imaginar o que vem pela frente. A esperança é que Arrascaeta e Bruno Henrique, dois futuros bustos, seguem na Gávea.
Após tantas críticas, e onze dias sem jogar, o Flamengo começou a mil, tentando superar a retranca do Vitória, que mal arriscava os contra-ataques. Mas o problema era o de sempre: não criava chances, e quando isto ocorreu, desperdiçou, de maneira bisonha, como ocorreu com Samuel Lino, logo aos três minutos, que chutou livre em cima de Lucas Araújo. Como era complicado driblar a zaga, Erick Pulgar resolveu bater de longe, e pôs no ângulo direito: 1 a 0.
Somente 1 a 0?
Com a vantagem, dava para tranqüilizar time e torcida, e ampliar. Aos 16, Léo Pereira, também de longa distância, fez Lucas Araújo praticar intervenção espetacular, agora no lado esquerdo. Era necessário vencer e convencer, e apagar a péssima imagem das últimas partidas, incluindo a vergonhosa eliminação na Copa do Brasil para o próprio clube baiano, que possui uma equipe efetivamente limitada. Samuel Lino lembrando, como de hábito, aqueles peladeiros de rua, de fim de tarde, atrapalhando quando a bola caía em seus pés. Mal concluir consegue. E o Flamengo não aumentava o placar. Paciência zero de quem escreve.
Sim, com o público que leva aos estádios, o orçamento milionário, o CT de Europa, o elenco caríssimo, a tradição de títulos, a exigência é imensa. Isto não vai mudar. Diante de tudo, 1 a 0 era ridículo. Aos 30, Arrascaeta cruzou e Pedro chegou atrasado. Aos 39, Samuel Lino mandou outra para fora. É triste. Intervalo. A coisa ficou nisso. Este resultado era pobre e não garantia nada.
Flamengo no segundo tempo
O Vitória fez duas mudanças para a etapa final, curiosamente de caráter ofensivo, o Rubro-Negro carioca não mexeu, e restava que o time decidisse logo, o que é, como dito, obrigação. O ritmo já não era o mesmo. E Samuel Lino, ao contrário, o de sempre, pois errava todas. Ele é horrível. Impossível não recordar Buião, Michila e Caldeira.
O que se vê agora é a equipe baiana sentindo que pode até empatar, mas com receio de largar a defesa, levar o segundo, e entregar a possibilidade de reação. É uma partida sem graça, que mantém a situação indefinida, pois o Flamengo não põe fim ao sofrimento, deixando o torcedor de cabelo em pé. Aos 18, Lucas Paquetá substituiu Arrascaeta. O Vitória faz um jogo de passes medidos, nada acontece, e este placar levará ao sofrimento atroz no final. Aos 23, Pochettino entra na vaga de Walace.
O mistério permanece. Aos 25, Fabiano Souza, na área, chutou mal. O time carioca não vê a cor da bola. E não é Samuel Lino Léo Jardim providenciou troca tripla. Éverton Araújo, Plata e Bruno Henrique por Jorginho, Samuel Lino – que você não viu, mas estava em campo – e Pedro. Resta orar pelo término. Aos 34, ele, a estátua, fez mais em cinco minutos que Samuel Lino em 73. Bruno Henrique enfiou 2 a 0. De canhota. Bruno Henrique estará sempre em qualquer onze da história do Flamengo. Acabou o desespero.
E ainda teve Lorran. Haja paciência. O Vitória não ganhou fora no Brasileiro. Quarta o buraco é bem mais embaixo. Mas os bustos são a esperança.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.