Léo Derik, do Athletico, é condenado a 13 anos de prisão por estupro
Por Jogada10
Publicado em 13/08/2026 23:04:37A Justiça condenou o jogador Léo Derik, do Athletico-PR, a 13 anos de prisão em regime fechado por estuprar duas vezes uma ex-companheira. A sentença do processo tramita no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. A decisão foi na última terça-feira (12). O jogador poderá recorrer da setença em liberdade. A informação inicial é da ESPN.
De acordo com a denúncia, o primeiro episódio aconteceu ainda em 2023, no dia 16 de dezembro, em Curitiba. Léo teria segurado os braços da vítima e tapado sua boca para impedir resistência durante relação sexual. Dois meses depois, em 4 fevereiro de 2024, o segundo caso foi relatado também na capital paranaense. O jogador teria dado tapas e um soco na região das costelas da vítima para forçar conjunção carnal.
O Ministério Publico, que ofereceu a denúncia, pediu a absolvição do atleta. A entidade entendeu que havia falta de provas suficientes. Contudo, a juíza do caso, Taís de Paula Scheer, entendeu que as provas eram suficientes para condenar Léo Derik. Na decisão, a magistrada destacou que o relato da vítima, cujo nome permanece em sigilo no processo, permaneceu “firme e coerente” desde a investigação até a audiência judicial.
A Justiça fixou, como dosimetria, 6 anos e 6 meses de reclusão para cada crime. Como ocorreram em datas e locais diferentes, as penas, portanto, foram somadas, chegando aos 13 anos de prisão, em regime inicial fechado. Além disso, a Justiça determinou o pagamento de R$ 10 mil por crime, totalizando R$ 20 mil de indenização mínima por danos morais à vítima.
O que diz a defesa de Léo Derik
A defesa do jogador se declara surpresa com a decisão da Justiça e diz que recorrerá ao Tribunal de Justiça do Paraná, a segunda instância, confiado no reexame do caso.
“A defesa de Leonardo Derik recebeu com absoluta surpresa a condenação em primeira instância. Principalmente porque o Ministério Público, depois de ouvidas todas as testemunhas do caso, pediu sua absolvição por ausência de provas. A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior. A defesa recorrerá ao TJPR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos”.
Posição do Athletico sobre o caso
O clube publicou uma nota oficial em suas redes sociais explicando que não comentará sobre o caso, já que o processo segue sob segredo de justiça.
“Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos”, afirmou o Athletico.
“A decisão é de primeira instância e está sujeita à recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado”, concluiu.
Revelado no CT do Caju, o lateral-esquerdo tem um gol em 39 partidas pelo Athletico e vínculo até 2029. Ele também defendeu a Seleção Sub-20 no Mundial de 2025, no qual o Brasil caiu na primeira fase.
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