Caso Sartor: ex-dirigente ligado à Universidad de Chile é preso
Por Jogada10
Publicado em 19/08/2026 12:28:33Quatro investigados no chamado caso Sartor tiveram a prisão preventiva determinada pela Justiça chilena nessa terça-feira (18), em medida assinada pela juíza Paulina Moya, do 4º Tribunal de Garantia de Santiago. Entre eles está Michael Clark Varela, empresário que deixou a presidência do conselho de administração da Azul Azul, empresa responsável pela Universidad de Chile, em abril de 2026.
A investigação conhecida como caso Sartor envolve acusações de desvio de dinheiro no Chile e atingiu diretamente o mercado de investimentos. Segundo apuração, recursos de fundos administrados pela Sartor AGF foram retirados de sua finalidade original e direcionados a empresas ligadas aos próprios controladores. Com o futebol em meio ao episódio.
Essas investigações apontam para um prejuízo estimado em 180 milhões de dólares a investidores. No caso de Clark, a acusação reúne seis crimes: administração desleal, negociação incompatível, divulgação de informações falsas ao mercado, fraude, lavagem de dinheiro e fraude por omissão em Oferta Pública de Aquisição (OPA).
Pedro Pablo Larraín Mery, ex-controlador da Sartor; Carlos Larraín Mery, que ocupou o cargo de ex-diretor da Adm AGF; e Sergio Yáñez, antigo controlador da empresa de factoring Emprender Capital, também receberam sentença de prisão preventiva.
Um post compartilhado por Conexión Azul (@conexionazulcl)
O que diz a sentença?
A acusação apresentada pelo Ministério Público sustenta que os executivos utilizaram fundos de investimento para direcionar recursos a entidades relacionadas aos próprios proprietários e administradores. Segundo os investigadores, a prática violaria o dever fiduciário de preservar o patrimônio dos investidores.
A juíza Paulina Moya avaliou a situação de Michael Clark como “ameaça à segurança da sociedade”. De acordo com a sentença, sua liberdade também poderia comprometer o andamento das investigações.
O julgamento teve início no dia 30 de junho, mas em maio o Ministério Público chileno realizou algumas operações sobre o caso. Uma delas envolvia escritórios da Azul Azul, instalados tanto na sede da Universidad de Chile, quanto na residência de Clark.
Universidad Chile se manifesta
Na semana passada, em meio à forte repercussão, a Universidad do Chile emitiu um comunicado sobre o caso. O clube expôs um relatório sobre os impactos do episódio no acordo firmado com a Azul Azul. Nele, autorizava a concessionária a utilizar o nome e os símbolos da equipe.
“A primeira parte do relatório analisa o âmbito jurídico aponta violações graves e reiteradas por parte da Azul Azul. Essas do Acordo de Autorização de Símbolos Distintivos “, informou a Vice-Reitora da instituição chilena, Dorotea López Giral.
Com mais quatro meses de investigação, o Quarto Tribunal de Garantia de Santiago estabeleceu prazo de 120 dias para que o Ministério Público avance na apuração. O objetivo visa esclarecer fatos e identificar possíveis responsabilidades criminais.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.