Rio Rotativo falsificado continua em Copacabana
Flanelinhas atuam livremente e placas estendem cobrança por vaga
Por Meia Hora
Publicado em 20/10/2017 20:15:19 Atualizado em 20/10/2017 23:56:21Um dia após a Polícia Civil revelar as fraudes no sistema de estacionamento público do Rio, sobretudo na Zona Sul, o esquema continuava funcionando normalmente em Copacabana, apontada como o foco da quadrilha. As placas falsificadas do Rio Rotativo, com horário de cobrança mais extenso do que o estipulado pela prefeitura, continuavam instaladas em diversas ruas, como a Sousa Lima, Bolívar, Santa Clara e Domingos Ferreira. Os flanelinhas atuavam normalmente e não havia operação para fiscalizar a autenticidade dos talões, já que as investigações revelaram que há muitos falsificados.
As irregularidades na sinalização podem ser identificadas principalmente por dois detalhes. Nas placas oficiais, o período obrigatório para o uso do tíquete é de 7h às 19h (dias úteis) e 7h às 13h (sábados, domingos e feriados), enquanto na sinalização falsa os criminosos colocaram que o talão é obrigatório de 7h às 23h. Outro detalhe é que nas placas oficiais, a prefeitura escreve 'tíquete'. Já os criminosos usam, em muitos locais, a palavra 'ticket'. Os talões falsos podem ser reconhecidos pela falta de marca d'água na parte brilhante do bilhete. O brasão da prefeitura também foi falsificado.
Segundo o titular da 12ª DP (Copacabana), Gabriel Ferrando, que investiga o caso, o motorista que desconfiar da legalidade do talão ou da placa de sinalização deve procurar a polícia. As investigações começaram há quatro meses e a polícia pediu a prisão de cinco pessoas ligadas ao Sindicato dos Operadores de Tráfego e Guardadores de Veículos do Brasil (Sindotguave), que explora vagas na Zona Sul. O esquema faturava R$ 200 mil por semana, segundo Ferrando.